Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 12:25
Conteúdo Estadão - O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), detalhou as medidas adotadas pela Polícia Civil do Estado no processo que apura a morte do cão comunitário Orelha, de cerca de 10 anos, agredido na Praia Brava, em Florianópolis.>
Conforme Jorginho Mello, desde que solicitou apoio da polícia e que essa apurasse o caso, "foram colhidas provas, ouvidas testemunhas e cumpridos todos os trâmites legais sem atropelos".>
O governador diz que "ainda bem que a sociedade não aceita mais a crueldade".>
De acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.>
A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã de segunda-feira (26), em endereços dos investigados por maus-tratos e coação no processo.>
Após a análise do material encaminhado pela Polícia Civil, o Ministério Público poderá requisitar diligências complementares, promover o arquivamento do procedimento, caso não sejam comprovadas autoria ou materialidade, conceder remissão, com ou sem aplicação de medida socioeducativa, ou propor ao Judiciário a instauração de procedimento para apuração de ato infracional.>
As medidas socioeducativas previstas em lei incluem advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação, esta última aplicada de forma excepcional e apenas nas hipóteses legais.>