Governo identifica 97 falsos perfis de médicos criados por IA no YouTube

Vídeos usavam personagens digitais para dar credibilidade a informações falsas e divulgar tratamentos e produtos.

Publicado em 9 de setembro de 2026 às 20:45

(Ilustração)
(Ilustração) Crédito: Freepik

O uso da inteligência artificial para espalhar desinformação na área da saúde entrou no radar do governo federal. Um levantamento do Ministério da Saúde identificou 97 perfis no YouTube que utilizavam personagens criados por IA para se passar por médicos ou especialistas.

Os vídeos apresentavam pessoas com aparência e voz realistas, simulando profissionais de saúde. A partir desses personagens, eram divulgadas informações sem comprovação científica, além de recomendações de tratamentos e produtos.

A estratégia utiliza a tecnologia para criar uma falsa sensação de autoridade. Para quem assiste, o personagem pode parecer um médico de verdade, dificultando a identificação de que o conteúdo foi produzido artificialmente.

Risco para a saúde

A preocupação das autoridades é que esse tipo de conteúdo influencie decisões relacionadas à saúde. Entre os riscos estão a automedicação, o uso de tratamentos sem eficácia comprovada e o abandono de terapias recomendadas por profissionais.

O problema também ganha outra dimensão quando os vídeos são utilizados para promover produtos ou serviços. A imagem de um suposto especialista pode ser usada como argumento para convencer o público a realizar uma compra.

Governo cobra medidas

Após identificar os perfis, o governo adotou medidas para tentar interromper a circulação dos conteúdos. A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o YouTube e solicitou providências contra as publicações.

O caso reforça o alerta sobre o avanço da inteligência artificial e a facilidade com que a tecnologia pode ser utilizada para criar personagens convincentes.

As autoridades recomendam que informações sobre doenças, medicamentos e tratamentos sejam sempre verificadas em fontes oficiais e com profissionais de saúde devidamente habilitados.

Com informações do portal g1