Publicado em 21 de junho de 2026 às 08:53
Os motoristas brasileiros sentirão uma mudança importante na hora de abastecer muito em breve. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, confirmou neste sábado (20) que o Conselho Nacional de Política Energética, o CNPE, vai aprovar na próxima quarta-feira (24) a ampliação do percentual obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina, que saltará dos atuais 30% para 32%. A declaração foi dada durante a participação do vice-presidente em um evento voltado ao setor de ferrovias na cidade de Dom Aquino, no Mato Grosso. Segundo Alckmin, o impacto positivo no bolso do cidadão será imediato assim que a nova regra entrar em vigor em todo o território nacional.>
A nova medida representa o segundo acréscimo seguido promovido pela gestão federal para impulsionar o mercado de biocombustíveis. Em junho de 2025, o índice de mistura já havia subido de 27% para 30%, depois que uma série de testes rigorosos coordenados por engenheiros e técnicos da indústria automotiva atestou a total viabilidade mecânica dos motores nacionais para rodar com o novo padrão. Com o novo reajuste para 32%, o Brasil consolida uma liderança global em matrizes energéticas limpas no segmento de transportes, adotando uma proporção que não encontra paralelos em nenhum outro país do mundo.>
A estratégia por trás do aumento do etanol é blindar a economia doméstica e blindar o consumidor final. Ao injetar mais combustível vegetal extraído da cana-de-açúcar e do milho na composição da gasolina, o governo federal consegue diminuir significativamente a dependência de derivados de petróleo importados do exterior. Esse movimento estratégico ajuda a neutralizar o impacto das constantes oscilações do mercado internacional do petróleo, evitando repasses bruscos de preços para as refinarias e postos de combustíveis locais.>
Além da clara vantagem econômica de baratear o custo final do litro nas bombas, a alteração traz um ganho ecológico de grande escala. O Ministério de Minas e Energia defende que a maior presença de biocombustível diminui a emissão de gases causadores do efeito estufa nas grandes cidades brasileiras. O setor sucroenergético já se movimenta para atender à nova demanda com segurança, garantindo o abastecimento nacional sem riscos de desabastecimento ou pressões inflacionárias no preço do etanol ao longo do ano.>