Ibama autoriza Petrobras a perfurar três novos poços na Foz do Amazonas

Licença estabelece uma série de exigências ambientais para a exploração na costa do Amapá

Publicado em 4 de setembro de 2026 às 21:58

(A autorização foi assinada nesta quinta-feira (4) pelo presidente do Ibama, Jair Schmitt, e estabelece uma série de condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas pela estatal durante as atividades de exploração.)
(A autorização foi assinada nesta quinta-feira (4) pelo presidente do Ibama, Jair Schmitt, e estabelece uma série de condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas pela estatal durante as atividades de exploração.) Crédito: André Ribeiro/Agência Petrobras

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a Petrobras a realizar a perfuração de três novos poços exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá.

A autorização foi assinada nesta quinta-feira (4) pelo presidente do Ibama, Jair Schmitt, e estabelece uma série de condicionantes ambientais que deverão ser cumpridas pela estatal durante as atividades de exploração.

Entre as exigências estão a execução de planos de prevenção e controle de espécies exóticas, monitoramento ambiental e ações de educação ambiental nas áreas envolvidas na operação.

A licença também determina restrições relacionadas ao descarte de materiais no oceano. A Petrobras fica proibida de lançar no mar os cascalhos provenientes da fase de reservatório e de reservatórios rasos nos quais tenha sido confirmada a presença de óleo.

Proteção de peixes-bois

Outra exigência prevista na autorização envolve a proteção da fauna marinha. A Petrobras deverá disponibilizar estruturas dos Centros de Atendimento à Fauna para auxiliar na reabilitação de peixes-bois encontrados no Pará e no Amapá.

A medida busca garantir suporte para eventuais animais afetados durante as operações realizadas na região.

A autorização para os novos poços ocorre em meio ao debate sobre a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial brasileira, área considerada estratégica pela Petrobras, mas que também é alvo de preocupação de ambientalistas devido à importância ecológica dos ecossistemas da região.

Com a licença, a estatal poderá avançar nas atividades exploratórias, desde que cumpra integralmente as condições estabelecidas pelo órgão ambiental.