Publicado em 28 de março de 2026 às 11:33
O influenciador digital Thiago Branco de Azevedo, conhecido como “Ralado”, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de uma rede de empresas de fachada usada para lavagem de dinheiro e fraudes bancárias, publicou fotos nas redes sociais ao lado de um investigador da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Americana (SP).>
As postagens mostram que Valdir Carvalho da Silva Filho e Ralado mantinham relação de amizade íntima, com viagens e confraternizações em comum no período em que, segundo a PF, o influenciador já coordenava a estrutura de “laranjas”.>
Com 286 mil seguidores no Instagram, Ralado ostentava uma vida de luxo, com fotos ao lado de cantores sertanejos e em viagens pela Europa.>
Ralado foi um dos principais alvos da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal em 25 de março de 2026. A ação investiga um esquema de fraudes bancárias que pode ter causado prejuízo de até R$ 500 milhões a instituições financeiras, incluindo a Caixa Econômica Federal. Ele chegou a ficar foragido, mas se apresentou à PF na manhã de sexta-feira (27), junto com a esposa e o cunhado. Após audiência de custódia, foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba.>
De acordo com as investigações, Ralado criava e articulava empresas de fachada para obter empréstimos com documentos falsos. O esquema teria sido utilizado tanto por células do Comando Vermelho (CV) no interior de São Paulo quanto pela cúpula da holding de investimentos Fictor. O CEO do grupo, Rafael Góis, e o ex-sócio Luiz Rubini também foram alvos da operação.>
Questionada sobre a relação entre o investigador Valdir Carvalho e Ralado, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o caso está sendo apurado por meio de um procedimento correcional. A pasta reforçou que “não compactua com condutas incompatíveis com o exercício da função policial e que pune com rigor qualquer irregularidade confirmada, nos termos da legislação vigente”.>
A Dise de Americana é responsável por investigar o tráfico de drogas na região.>
Até o momento, a Operação Fallax resultou na prisão de 18 pessoas, com outras ainda foragidas. A PF apura crimes como organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e delitos contra o sistema financeiro nacional.>
Com informações do portal Metrópoles >