Publicado em 27 de maio de 2026 às 17:23
Nesta quarta-feira (27), foi divulgado que o IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial do país, subiu 0,62% em maio, segundo dados divulgados pelo IBGE. O avanço foi puxado principalmente pela alta dos preços de alimentos, habitação e saúde, enquanto o grupo de transportes registrou queda no período.>
O índice acumulou alta de 4,64% em 12 meses e voltou a ficar acima do teto da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%. Apesar da desaceleração em relação a abril, quando havia subido 0,89%, o resultado de maio ficou acima das projeções do mercado.>
Entre os nove grupos pesquisados, alimentação e bebidas teve a maior variação no mês, com alta de 1,38%, seguido por habitação (1,03%) e saúde e cuidados pessoais (1,05%). Na direção oposta, transportes recuaram 0,33%, ajudando a conter parte da pressão inflacionária.>
No grupo alimentação e bebidas, o avanço foi puxado principalmente pelos alimentos consumidos em casa. Entre os destaques de alta estão batata-inglesa (+26,29%), tomate (+12,97%), leite longa vida (+6,07%) e carnes (+1,98%). Já itens como maçã (-2,32%) e café moído (-2,09%) ajudaram a reduzir parte da pressão.>
Em habitação, a alta de 1,03% foi influenciada principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 2,16% e teve o maior impacto individual no índice. O movimento foi impactado pela volta da bandeira tarifária amarela e por reajustes em cidades como Fortaleza, Salvador e Recife.>
O grupo saúde e cuidados pessoais avançou 1,05%, com pressão de produtos de higiene, medicamentos e planos de saúde. O reajuste autorizado de até 3,81% nos preços dos remédios, em vigor desde abril, continuou influenciando o índice.>
Já em transportes, a queda de 0,33% foi puxada pela redução dos combustíveis, que recuaram 1,47%, com destaque para etanol, diesel e gasolina. Mesmo assim, as passagens aéreas subiram 3,25% no mês, após forte recuo registrado em abril.>
Economistas avaliam que a alimentação segue como principal fator de pressão no curto prazo, influenciada por condições climáticas, oferta de produtos e aumento de preços em itens como carnes e hortifrúti.>