João Munhoz Neto nega acusações relacionadas à morte de Isabelle Caracristi em entrevista

A morte da estudante de 22 anos segue sob investigação, enquanto a família cobra respostas e justiça.

Publicado em 6 de outubro de 2026 às 22:51

(Na entrevista a Roberto Cabrini, exibida em 5 de outubro de 2026, João negou abuso e pressão psicológica.)
(Na entrevista a Roberto Cabrini, exibida em 5 de outubro de 2026, João negou abuso e pressão psicológica.) Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Isabelle Caracristi, estudante de Direito de 22 anos, foi encontrada morta em 13 de setembro de 2026 após cair de altura superior a 70 metros (rooftop do 23º andar) do condomínio La Piazza, no bairro Aldeota, em Fortaleza, onde morava com João Munhoz Neto (34 anos, bacharel em Direito).

A perícia forense do Ceará concluiu por precipitação voluntária (queda voluntária/suicídio). Imagens de câmeras mostram que ela subiu sozinha ao rooftop por volta das 19h12 e permaneceu cerca de 1h28 no local antes da queda estimada às 20h40. Não foram encontrados sinais de luta, empurrão ou substâncias tóxicas.

Investigação e prisão

João foi preso preventivamente em 22 de setembro sob suspeita de violência psicológica e indução/instigação ao suicídio, além de possível obstrução (limpeza e tentativa de venda do apartamento no dia seguinte, restrição de acesso de familiares da vítima, busca pelo celular dela). A polícia ouviu dezenas de pessoas e analisou mensagens e áudios.

A família de Isabelle, especialmente a mãe, Isorlanda Caracristi, aponta comportamento controlador, ciúmes e pressão. Áudios enviados por Isabelle a um familiar pouco antes da morte pediam que o conteúdo fosse preservado e afirmavam que, se algo acontecesse com ela, João seria responsável.

Ele foi solto em 1º de outubro de 2026, após parecer favorável do Ministério Público e decisão judicial, com medidas cautelares: monitoramento eletrônico, proibição de se ausentar de Fortaleza. Ele também não pode se aproximar dos familiares da vítima.

A entrevista

Na entrevista a Roberto Cabrini, exibida em 5 de outubro de 2026, João negou abuso e pressão psicológica. Afirmou que o relacionamento era de “carinho, compaixão, amor e cuidado”, que nunca teve intenção de prejudicá-la e que “não teve a oportunidade de viver o luto”. Disse não entender o motivo da atitude de Isabelle e se surpreendeu com os áudios dela. Também falou sobre questões financeiras, valores que ele teria repassado a ela, e sobre o contato com a ex-mulher.

O caso permanece sob investigação. A perícia aponta suicídio, mas as autoridades apuram se houve indução, violência psicológica ou outros elementos. As declarações de João e as da família são versões das partes e não fatos comprovados judicialmente.

Com informações da entrevista exibida na TV Record