Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 09:22
O escândalo do Banco Master está rendendo. Após duas operações executadas pela Polícia Federal e o despacho do material apreendido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que determinou o envio para análise da Procuradoria Geral da República, o jornalista e âncora da Band, Eduardo Oinegue, disse que Dias Toffoli não quer tornar público o que houve no Banco Master.>
Ao vivo, o jornalista fez uma pergunta enquanto fazia um comentário: “porque tanto interesse em manter em reserva as informações sobre um banco que já quebrou e que abrigava pouco mais de meio porcento dos ativos do sistema financeiro nacional?”. Na sequência, Oinegue acrescenta: “hoje teve mais uma fase da operação da Polícia Federal sobre os escombros do Banco Master, daquelas operações espalhafatosas, como são as operações da Polícia Federal. Mas a documentação e tudo que se apreendeu vai ser lacrado e encaminhado ao Supremo por ordem direta de Toffoli”, comentou o jornalista do Jornal da Band.>
Durante transmissão do Jornal da Band, o âncora questionou sobre quais as razões somente Toffoli pode saber. Na sequência, o jornalista chama atenção para as intenções e determinações do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre interesses dos ministros e amparo de decisões. O jornalista deu a entender que há interesse de Toffoli no julgamento de algum deputado.>
Por fim, Oinegue chama atenção para o sistema financeiro, que registrou por anos vários bancos que quebraram, como Banco Nacional, que patrocinava o campeão Airton Senna, Banco Econômico, uma potência no Nordeste, Bamerindus e tantos outros maiores que o Banco Master e sucumbiram. Mas segundo o jornalista, o Banco de Daniel Vorcaro está cheirando a enxofre. Oinegue cita o envolvimento de um ministro do TCU, que jamais se preocupou com quebra de banco, e, de repente, se envolveu no assunto para entender o que houve com o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central, “esse ficou preocupadíssimo”.>
Conforme a fala do jornalista, o Supremo nunca se preocupou com a liquidação de banco nenhum ou transação bancária, e, nem com contratos de R$ 120 milhões celebrados com escritório de advocacia de esposa de ministro do STF.>
De acordo com a determinação do ministro sobre o sigilo imposto ao processo e a análise do material apreendido durante as investigações do Banco Master, o motivo das novas orientações seria um deputado baiano. Oinegue afirma que houve uma situação semelhante com o banco Econômico, quando quebrou. Mas que o STF investigou a “pasta rosa”, naquela época, a PF descobriu uma lista de doadores de campanha para políticos. Algo diferente ocorreu com o Banco Master, segundo o jornalista, as regras mudaram.>