Publicado em 7 de maio de 2026 às 16:11
Nesta quarta-feira(6), uma juíza de 34 anos morreu após complicações médicas registradas dois dias depois de um procedimento de coleta de óvulos realizado em uma clínica de reprodução assistida em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo.>
Mariana Francisco Ferreira, que atuava no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, fez o procedimento na manhã de segunda-feira (4) e recebeu alta no mesmo dia. Poucas horas depois, já em casa, passou a sentir dores intensas e calafrios.>
Diante da piora, ela retornou à clínica e relatou mal-estar. No atendimento, foi identificado um quadro de hemorragia vaginal. A equipe médica realizou uma sutura e orientou a transferência imediata para a Maternidade Mogi Mater.>
A juíza foi internada na UTI ainda na segunda-feira e passou por cirurgia no dia seguinte. Mesmo com o atendimento, o estado de saúde se agravou ao longo dos dias.>
Na madrugada de quarta-feira (6), dois dias após o procedimento, Mariana sofreu duas paradas cardiorrespiratórias. As equipes tentaram reanimá-la, mas a morte foi confirmada às 6h03.>
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, ela havia assumido há cerca de três meses o cargo de juíza no Juizado da Vara Criminal de Sapiranga, no Rio Grande do Sul.>
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) lamentou a morte em nota oficial, destacou a atuação da magistrada e decretou luto de três dias.>
A Polícia Civil de São Paulo investiga o caso e solicitou exames ao Instituto Médico-Legal e ao Instituto de Criminalística. O registro foi feito como morte suspeita no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes.>
A clínica responsável pelo procedimento ainda não se manifestou.>