Paysandu reduz dívida total, mas vê passivos trabalhistas crescerem

Os números ajudam a explicar o cenário financeiro que levou o Paysandu ao processo de recuperação judicial

Publicado em 7 de maio de 2026 às 16:24

Sede social do Paysandu 
Sede social do Paysandu  Crédito: Divulgação / Ascom Paysandu

O Paysandu divulgou nesta quinta-feira (7) o balanço financeiro de 2025 e apresentou uma leve redução na dívida total do clube. O passivo caiu de R$ 67,6 milhões em 2024 para R$ 66,6 milhões em 2025, redução de cerca de R$ 1 milhão.

Apesar da queda geral, os números mostram aumento em áreas consideradas sensíveis da saúde financeira bicolor, principalmente nas dívidas trabalhistas e nos empréstimos.

As obrigações relacionadas a salários, férias e encargos sociais saltaram de R$ 19,3 milhões para R$ 28 milhões, crescimento de mais de R$ 8 milhões em um ano. Já os empréstimos e mútuos passaram de R$ 2,4 milhões para R$ 11,2 milhões.

Outro ponto de atenção foi o aumento das provisões para processos judiciais, que saíram de R$ 12,4 milhões para R$ 19,5 milhões.

Por outro lado, o clube conseguiu reduzir dívidas de curto prazo. Os débitos com fornecedores caíram de R$ 8,2 milhões para R$ 423 mil. Os adiantamentos de credores também diminuíram, passando de R$ 6,4 milhões para R$ 2,2 milhões.

Na arrecadação, o Paysandu registrou crescimento. As receitas subiram de R$ 64,4 milhões em 2024 para R$ 69,5 milhões em 2025, impulsionadas principalmente pelo futebol profissional e pelos patrocínios, que cresceram de R$ 6,6 milhões para R$ 10,1 milhões.

Mesmo com o aumento das receitas, o clube fechou mais um ano no vermelho. O déficit foi de R$ 2,17 milhões, menor que os R$ 3,88 milhões registrados em 2024.