Justiça condena Amado Batista a pagar indenização após morte de criança

Família apontou falta de proteção na piscina da fazenda onde ocorreu o afogamento de menino de 3 anos

Publicado em 23 de junho de 2026 às 15:01

Família apontou falta de proteção na piscina da fazenda onde ocorreu o afogamento de menino de 3 anos
Família apontou falta de proteção na piscina da fazenda onde ocorreu o afogamento de menino de 3 anos Crédito: Reprodução 

Em decisão sobre um caso ocorrido em maio de 2022, a Justiça condenou o cantor Amado Batista a indenizar os pais de uma criança de 3 anos que morreu afogada na piscina de uma fazenda de sua propriedade, em Goianápolis (GO). Além da indenização superior a R$ 450 mil, a sentença também prevê o pagamento de pensão mensal à família.

Segundo o processo, os pais da vítima trabalhavam como caseiros no local. O menino desapareceu por alguns minutos enquanto brincava na propriedade e foi encontrado desacordado pela mãe dentro da piscina.

Na sentença, o juiz Leonardo de Camargos Martins determinou o pagamento de R$ 226.940 para cada um dos pais. A decisão também estabelece uma pensão mensal que começará a ser paga quando a criança completaria 14 anos e seguirá até os 25 anos. Após essa idade, o valor será reduzido gradualmente até atingir o limite da expectativa de vida calculada pelo IBGE.

De acordo com o magistrado, a piscina não contava com medidas básicas de segurança no momento do acidente. Para a Justiça, a ausência de proteção representava um risco previsível e poderia ter sido evitada com a adoção de providências simples, como a instalação de barreiras de acesso.

A família afirmou nos autos que havia solicitado a instalação de mecanismos de proteção antes da tragédia, mas o pedido não teria sido atendido. Os pais também relataram dificuldades durante o socorro prestado após o afogamento.

Já a defesa de Amado Batista argumentou que houve falha na supervisão da criança e atribuiu aos pais a responsabilidade pelo ocorrido.

Ao fundamentar a decisão, o juiz destacou o impacto da perda para a família e ressaltou que a morte de um filho está entre as situações mais dolorosas que alguém pode enfrentar.

O caso segue repercutindo nas redes sociais e alimentando discussões sobre responsabilidade civil e segurança em propriedades privadas.