Justiça decreta prisão preventiva de cantor investigado por agressão à esposa na Paraíba

Medida foi tomada em regime de plantão após denúncia registrada em delegacia especializada.

Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 11:59

Justiça decreta prisão preventiva de cantor investigado por agressão à esposa na Paraíba
Justiça decreta prisão preventiva de cantor investigado por agressão à esposa na Paraíba Crédito: Reprodução/Redes sociais

A Justiça da Paraíba determinou, neste domingo (25), a prisão preventiva do cantor João Lima, suspeito de cometer agressões contra a própria esposa. A decisão foi tomada após a vítima procurar a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em João Pessoa, onde formalizou a denúncia e solicitou medidas de proteção.

Conforme a apuração policial, os episódios de violência teriam ocorrido ao longo da última semana. O registro oficial foi feito no sábado (24), o que motivou a análise imediata do caso durante o plantão judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB). A ordem de prisão foi assinada pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro, que também deferiu o pedido de medida protetiva de urgência em favor da vítima.

João Lima atua no cenário do forró e possui presença ativa nas redes sociais, onde soma mais de 74 mil seguidores, além de se apresentar publicamente como compositor e empresário. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que agora reúne elementos para o prosseguimento do inquérito.

Em manifestação oficial, a defesa da vítima informou que o objetivo inicial é interromper imediatamente qualquer tipo de violência, destacando que as agressões relatadas não se limitam ao aspecto físico, mas também envolvem danos psicológicos, morais e financeiros. O comunicado ainda reforça a necessidade de aplicação rigorosa da legislação de proteção à mulher e aponta que o caso será encaminhado ao Ministério Público da Paraíba, responsável por avaliar o oferecimento de denúncia formal.

A nota também faz referência ao contexto nacional de violência de gênero, ressaltando o aumento dos registros de feminicídio em 2025 e defendendo uma atuação firme das instituições para garantir segurança às vítimas e responsabilização dos agressores.

O caso permanece em investigação, e novas medidas judiciais podem ser adotadas a partir da análise dos depoimentos e das provas reunidas pelas autoridades.