Publicado em 22 de outubro de 2026 às 19:55
A Justiça do Ceará determinou o arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto, namorado da estudante de Direito Isabelle Caracristi, em relação às suspeitas de feminicídio e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. A decisão representa um novo desdobramento do caso, que mobilizou familiares, autoridades policiais e o Ministério Público.>
Isabelle, de 22 anos, morreu em 13 de setembro de 2026, após cair do terraço de um edifício residencial no bairro Aldeota, em Fortaleza. O caso passou a ser investigado para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se havia relação entre o ocorrido e possíveis situações de violência no relacionamento.>
Investigação reuniu laudos e depoimentos>
A Polícia Civil do Ceará concluiu o inquérito após reunir provas, ouvir testemunhas e analisar exames periciais. Segundo informações divulgadas pela corporação, foram produzidos 17 laudos e colhidos depoimentos de 29 pessoas, entre familiares, amigos, colegas e pessoas ligadas ao condomínio onde a estudante morava.>
A investigação policial concluiu que a morte ocorreu por precipitação voluntária. Os exames periciais não identificaram sinais de luta corporal ou lesões indicativas de estrangulamento, conforme comunicado oficial da Polícia Civil.>
O conjunto de provas foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise das circunstâncias do caso.>
Namorado foi indiciado por outros crimes>
Embora a investigação relacionada aos crimes contra a vida tenha sido arquivada, João Munhoz Neto foi indiciado pela Polícia Civil por suspeitas de violência psicológica contra a mulher e fraude processual.>
Essas suspeitas estão relacionadas, segundo as informações divulgadas durante a investigação, a possíveis condutas ocorridas no relacionamento e a atos posteriores à morte da estudante.>
O Ministério Público do Ceará havia defendido que esses fatos continuassem sendo apurados na esfera especializada de violência doméstica e familiar contra a mulher.>
O arquivamento referente ao feminicídio e ao induzimento ao suicídio não equivale, portanto, ao encerramento de todas as apurações relacionadas ao caso.>
Caso gerou questionamentos da família>
Durante a investigação, vieram a público relatos atribuídos a Isabelle sobre situações de ameaça e dificuldades vividas no relacionamento. Esses relatos contribuíram para que as autoridades examinassem diferentes hipóteses sobre as circunstâncias da morte.>
A análise das provas técnicas e dos depoimentos foi utilizada pelas autoridades para avaliar se havia elementos suficientes para sustentar acusações criminais específicas.>
A defesa de João Munhoz negou anteriormente as acusações. Já representantes da família de Isabelle defenderam a continuidade da apuração das suspeitas de violência psicológica e fraude processual.>
Apurações podem continuar>
Com a decisão judicial, a investigação relativa aos crimes de feminicídio e induzimento ao suicídio fica arquivada nos termos determinados pela Justiça. As suspeitas relacionadas a outros possíveis delitos, entretanto, devem seguir os procedimentos próprios, conforme os encaminhamentos judiciais.>
Com informações de G1 e Polícia Civil.>