PF investiga fraude bancária de R$ 3 milhões em Belém e Ananindeua

Operação Clones II apura suspeitas de falsificação de documentos, obtenção irregular de crédito e lavagem de dinheiro; cinco pessoas são investigadas.

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 19:33

(Segundo a corporação, as movimentações financeiras investigadas podem chegar a R$ 3 milhões.)
(Segundo a corporação, as movimentações financeiras investigadas podem chegar a R$ 3 milhões.) Crédito: Polícia Federal 

A Polícia Federal deflagrou, em 15 de outubro de 2026, a Operação Clones II para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro nos municípios de Belém e Ananindeua, na Região Metropolitana da capital paraense. Segundo a corporação, as movimentações financeiras investigadas podem chegar a R$ 3 milhões.

A ação foi autorizada pela Justiça Federal e inclui medidas cautelares contra cinco investigados. Entre elas estão mandados de busca e apreensão, acesso a dados de dispositivos eletrônicos, sequestro de bens e afastamento cautelar de um servidor público federal de suas funções

Investigação começou após saque de correntista falecida

De acordo com a Polícia Federal, o inquérito teve início após a identificação de um saque indevido de valores pertencentes a uma correntista falecida. A operação teria sido realizada mediante a apresentação de documentação falsa.

A partir desse episódio, os investigadores identificaram indícios de outras possíveis irregularidades, incluindo a obtenção indevida de linhas de crédito e a movimentação de recursos em benefício dos suspeitos.

Servidor público está entre os investigados

A apuração também busca esclarecer a possível participação de um servidor público federal e de pessoas ligadas a ele no esquema investigado.

Uma das linhas de investigação é o eventual uso de informações bancárias privilegiadas para viabilizar as operações financeiras suspeitas. As autoridades procuram determinar como os dados teriam sido obtidos e se foram utilizados para facilitar as transações.

Até o momento, as informações divulgadas não estabelecem a responsabilidade definitiva dos investigados.

PF apura possível lavagem de dinheiro

Outro eixo da investigação envolve a suspeita de ocultação e dissimulação de patrimônio. Segundo a PF, há indícios de possível utilização de terceiros para movimentar recursos e adquirir bens cujos valores seriam incompatíveis com a renda formal dos investigados.

A análise de documentos e dispositivos eletrônicos deverá ajudar a esclarecer a origem do dinheiro, identificar os possíveis beneficiários e dimensionar a extensão das operações suspeitas.

Quais crimes são investigados?

Conforme a Polícia Federal, os envolvidos poderão responder, de acordo com a participação individual e as provas reunidas, por estelionato, falsificação de documento público, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A Operação Clones II busca reunir elementos para esclarecer o funcionamento do suposto esquema e a participação de cada investigado.

As investigações continuam em andamento. A existência de medidas cautelares não representa condenação, e a responsabilidade criminal dos envolvidos deverá ser estabelecida pela Justiça.