Justiça determina penhora de pagamentos da CazéTV a Romário para quitar dívida de R$ 32,4 milhões

Decisão da 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca obriga canal a apresentar contratos e recibos do senador, que atua como comentarista na Copa de 2026.

Publicado em 9 de julho de 2026 às 15:30

Senador Romário (PL-RJ), que atua como comentarista na Copa de 2026 pela CazéTV.
Senador Romário (PL-RJ), que atua como comentarista na Copa de 2026 pela CazéTV. Crédito: Reprodução/YouTube CazéTV

A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, determinou a penhora de valores que o senador Romário (PL-RJ) tenha a receber da CazéTV. A medida visa garantir o pagamento de uma dívida acumulada em R$ 32,4 milhões. O ex-jogador integra atualmente a equipe de transmissão do canal para a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos.

De acordo com a decisão, a CazéTV deve apresentar à Justiça a íntegra dos contratosfirmados com Romário, incluindo propostas, notas fiscais, recibos e comprovantes de pagamento. O canal também precisa esclarecer se a contratação foi feita por empresas parceiras ou outras pessoas jurídicas que compõem a cadeia econômica da cobertura do Mundial, identificando a responsável pelos repasses financeiros.

A dívida milionária é fruto de uma ação movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. contra Romário e sua empresa. O caso teve início devido ao Café Onze Bar, empreendimento do qual o senador era sócio. Após o fechamento do bar em 2011, houve uma disputa judicial sobre a retirada de elevadores de veículos administrados pela Koncretize.

Embora Romário tenha assinado um termo de confissão de dívida inicial de cerca de R$ 1,5 milhão, o valor saltou para os atuais R$ 32,4 milhões devido a encargos, juros e correção monetária ao longo dos anos. Em fases anteriores do processo, a Justiça já havia determinado a penhora de outros bens do ex-atleta, incluindo um imóvel, uma lancha, um Porsche e restrições sobre veículos das marcas Audi e Peugeot.

Até o momento, o senador, que abriu mão de seu salário no Senado durante o período da Copa, não se manifestou oficialmente sobre a nova decisão de penhora.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.