Justiça mantém presos suspeitos de espancar capivara no Rio

Decisão cita crueldade do crime e repercussão das imagens; animal ferido apresenta sinais de recuperação.

Publicado em 24 de março de 2026 às 07:47

Justiça mantém presos suspeitos de espancar capivara no Rio
Justiça mantém presos suspeitos de espancar capivara no Rio Crédito: Reprodução/Centro de Reabilitação de Animais Silvestres CRAS da Estácio de Sá

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter presos os envolvidos na agressão brutal contra uma capivara na Ilha do Governador. A medida foi tomada após audiência de custódia realizada nesta segunda-feira (23), quando a prisão em flagrante dos suspeitos foi convertida em preventiva. O caso ganhou grande repercussão por conta das imagens que circularam nas redes sociais, mostrando a violência contra o animal.

De acordo com a investigação, seis homens foram detidos e dois adolescentes apreendidos após serem flagrados atacando a capivara com objetos como barras de ferro e pedaços de madeira. O episódio aconteceu na madrugada do último sábado (21) e foi registrado por câmeras de segurança, o que ajudou na identificação do grupo.

Ao analisar o caso, o juiz responsável destacou a gravidade da situação e a necessidade de manter os acusados presos para preservar a ordem pública. Na decisão, ele ressaltou a violência empregada e classificou o crime como extremamente cruel, reforçando que a repercussão das imagens evidencia a brutalidade da ação.

Durante a audiência, os pedidos de liberdade provisória apresentados pela defesa foram negados, mesmo com argumentos de que os suspeitos têm residência fixa e não possuem antecedentes criminais.

Enquanto isso, a capivara segue em recuperação. Segundo o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Universidade Estácio de Sá, o animal, que chegou em estado grave, apresentou melhora e já conseguiu ficar de pé.

Após o resgate, realizado por equipes das secretarias municipais de Proteção Animal e Meio Ambiente, a capivara foi encaminhada para atendimento especializado. O caso agora segue na Justiça, com os adultos respondendo por maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Já os adolescentes devem responder por atos infracionais equivalentes aos mesmos crimes.