Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 23:00
A ativista Luisa Mell esteve em Florianópolis nesta quarta-feira (28) para acompanhar de perto o caso do cão Orelha, vítima de agressões por adolescentes que resultaram em sua morte. Durante entrevistas coletivas, Mell questionou duramente tanto a atuação da polícia quanto decisões do sistema Judiciário. "A delegada era amiguinha da família", disse.>
O episódio ganhou repercussão nacional após a confirmação de que o animal sofreu ferimentos graves, incluindo lesões na cabeça, fraturas na mandíbula e sangramentos pela boca e pelo nariz. O laudo clínico foi divulgado pela ativista em suas redes sociais, onde comentou a dificuldade de acompanhar o caso de perto: “Acompanhar de perto este caso não tem sido fácil. Mas assim consigo ter acesso às informações reais.”>
Luisa Mell criticou decisões consideradas brandas em relação aos suspeitos. Ela questionou a liberação de um adolescente para viajar ao exterior: “Acho que a Justiça não devia deixar ele viajar, se ele cometeu um crime tão bárbaro. Problema dele, ele que não matasse o cachorro a pauladas.” A ativista também levantou dúvidas sobre a demora da juíza em se afastar do caso devido a vínculos pessoais com a família dos investigados.>
Durante o encontro com delegados responsáveis pelo inquérito, as respostas foram consideradas evasivas, com explicações limitadas à importância do fator tempo em qualquer investigação. Uma delegada ressaltou que as apurações não se restringem ao caso do cão, abrangendo também outros atos ilícitos envolvendo os adolescentes, como depredação de patrimônio, furtos e crimes contra a honra de profissionais da região.>
A Polícia Civil de Santa Catarina reforçou que, até o momento, não há registros em vídeo das agressões sofridas por Orelha, embora imagens compartilhadas nas redes sociais tenham circulado, incluindo fotos tiradas por um porteiro para alertar a segurança local.>
Com informações do portal DCM>