Publicado em 12 de maio de 2026 às 13:32
Nesta terça-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, iniciativa do governo federal que prevê R$ 11 bilhões em investimentos e financiamentos para ampliar o combate às facções criminosas em todo o país. O plano reúne medidas para enfraquecer financeiramente organizações criminosas, reforçar a segurança nos presídios, ampliar a investigação de homicídios e combater o tráfico de armas, munições e explosivos.>
O lançamento ocorreu em cerimônia com a presença de autoridades como o presidente da Câmara, Hugo Motta, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva. O programa será regulamentado por meio de quatro portarias e um decreto presidencial.>
Do valor total anunciado, R$ 1,06 bilhão será investido diretamente pela União. Os recursos serão distribuídos entre ações de combate à lavagem de dinheiro e às finanças do crime, melhorias no sistema prisional, aumento da capacidade de esclarecimento de homicídios e operações contra o tráfico de armas.>
Outros R$ 10 bilhões serão disponibilizados em linhas de crédito para estados, municípios e o Distrito Federal investirem em equipamentos, viaturas e tecnologias voltadas à segurança pública. Os recursos virão do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS).>
Durante o evento, Lula afirmou que o governo pretende combater o crime organizado “da esquina até o andar de cima”, defendendo que as ações não fiquem concentradas apenas nas periferias, mas também atinjam estruturas financeiras que sustentam as facções criminosas.>
Segundo o presidente, muitos criminosos atuam longe das ruas e permanecem em ambientes de luxo enquanto comandam operações ilegais. A declaração foi reforçada pelo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, que afirmou que o crime organizado “aprendeu a usar gravata” e também opera em setores financeiros.>
Para ampliar o combate à lavagem de dinheiro, o governo pretende expandir as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), passando das atuais 33 unidades para cerca de 45 até o fim deste ano.>
Na área prisional, o plano prevê que 138 unidades consideradas sensíveis adotem padrão de segurança máxima. Segundo o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, atualmente líderes do tráfico continuam comandando crimes de dentro das celas.>
As unidades monitoradas concentram cerca de 158 mil detentos e passarão a receber operações frequentes para apreensão de celulares e materiais ilícitos. O governo também anunciou o uso de drones e georadares para identificar possíveis túneis utilizados em fugas.>
Durante a cerimônia, Hugo Motta defendeu a união entre governo federal, estados e municípios no enfrentamento ao crime organizado e afirmou que nenhuma instituição conseguirá vencer o problema sozinha.>
Já o presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Segurança Pública, Jean Nunes, avaliou que o programa chega em um momento importante, mas destacou que os resultados precisam ser percebidos diretamente pela população e dependem da integração entre os governos estaduais e federal.>