União Europeia barra carnes do Brasil por exigências sanitárias

Bloco europeu afirma que país não apresentou garantias sobre uso de antibióticos na pecuária

Publicado em 12 de maio de 2026 às 13:43

Bloco europeu afirma que país não apresentou garantias sobre uso de antibióticos na pecuária
Bloco europeu afirma que país não apresentou garantias sobre uso de antibióticos na pecuária Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (12), a União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e outros produtos de origem animal para o bloco. A decisão foi comunicada ao Ministério da Agricultura e Pecuária e começará a valer a partir de 3 de setembro.

Com a medida, ficam proibidas as exportações de animais vivos destinados à produção de alimentos, além de produtos ligados à pecuária. A restrição inclui bois, cavalos, aves, ovos, peixes e mel.

Segundo o documento divulgado pela União Europeia, o Brasil não apresentou garantias consideradas suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na criação de animais. O bloco europeu possui regras rígidas para limitar o uso de antibióticos na pecuária, principalmente para evitar riscos ligados à resistência bacteriana.

Apesar da exclusão, a União Europeia informou que o Brasil poderá voltar à lista de países autorizados caso apresente as adequações exigidas e comprove o cumprimento das normas sanitárias.

A relação de países habilitados foi definida em 2024 e manteve na lista nações como México, Argentina e Colômbia, que, segundo o bloco, atenderam às exigências sanitárias estabelecidas.

A decisão ocorre em meio ao avanço do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio. Nos bastidores, a medida é vista como um sinal político direcionado a agricultores e pecuaristas europeus que demonstram resistência ao tratado comercial.