Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 19:04
Fundos da Reag suspeitos de participarem de fraudes do Banco Master e de lavarem dinheiro para o PCC simularam uma movimentação bilionária usando títulos podres do antigo Banco de Santa Catarina- Besc, que foi liquidado há 18 anos.>
O Besc foi incorporado pelo Banco do Brasil em 2008, e os ativos considerados sem valor real foram utilizados para justificar retiradas e transferências de recursos, desviando dinheiro para intermediários ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.>
Os ativos podres passavam de um fundo para outro no mesmo dia, numa fraude considerada "grosseira" via uma espécie de ciranda financeira.>
As cártulas, que "não valem nada", eram adquiridas pelos fundos com valores supervalorizados, o que configura fraude já que esses ativos não têm liquidez nem poderiam ser precificados da maneira como foram.>
O Banco Central acionou o Ministério Público Federal (MPF) após identificar indícios de fraude em negócios do banco de Vorcaro com fundos sob gestão da Reag.>
O esquema, de acordo com a denúncia do BC, envolveu R$ 11,5 bilhões que foram lavados por meio desses fundos. O órgão regulador pediu ao MPF o congelamento dos recursos.>
A denúncia trata de atos que ocorreram entre julho de 2023 e julho de 2024, antes da venda das carteiras de crédito podres relatada na primeira denúncia feita pelo BC, que embasou a prisão de Vorcaro em novembro passado.>