Publicado em 30 de setembro de 2026 às 19:17
O Ministério Público do Ceará (MPCE) se manifestou, nesta quarta-feira (30), a favor da soltura de João Munhoz Neto, de 34 anos, namorado da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, encontrada morta após cair do 23º andar de um edifício em Fortaleza.>
Apesar do parecer favorável à liberdade, o Ministério Público propôs que João deixe a prisão preventiva sob uma série de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e recolhimento domiciliar durante a noite. A decisão final ainda cabe à Justiça.>
João está preso desde 22 de setembro, investigado por suspeita de violência psicológica e de indução, instigação ou auxílio ao suicídio.>
Liberdade, mas com restrições>
O pedido do MPCE não significa o encerramento da investigação nem uma conclusão sobre a responsabilidade de João na morte de Isabelle.>
Caso a Justiça aceite a manifestação, ele deverá cumprir medidas como:>
• usar tornozeleira eletrônica;>
• permanecer em casa durante o período noturno;>
• comparecer mensalmente à Central de Alternativas Penais;>
• informar e manter atualizado o endereço;>
• não deixar Fortaleza;>
• comparecer aos atos processuais quando for intimado.>
Até a publicação das informações consultadas, a Justiça ainda não havia decidido se João será efetivamente colocado em liberdade.>
Morte de Isabelle ocorreu em setembro>
Isabelle Caracristi morreu na noite de 13 de setembro, após cair do prédio onde morava com João, no bairro Aldeota, em Fortaleza.>
Imagens de segurança analisadas na investigação mostram a estudante circulando pelo edifício antes de subir para o rooftop. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, ela permaneceu no local por aproximadamente uma hora e meia antes da queda.>
O laudo cadavérico apontou politraumatismo, com lesões compatíveis com o impacto contra o solo. O exame toxicológico divulgado nas reportagens teve resultado negativo para drogas ou medicamentos.>
Áudios aumentaram pressão sobre investigação>
Nos últimos dias, o caso ganhou novos elementos com a divulgação de áudios enviados por Isabelle pouco antes da morte.>
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a estudante relatava sentir-se ameaçada e controlada pelo namorado. Ela teria mencionado proibições para sair de casa e dificuldades relacionadas ao comportamento possessivo do companheiro.>
A defesa de João contesta a interpretação dada às conversas e afirma que os trechos divulgados foram retirados de um contexto mais amplo. Os advogados também negam as acusações de comportamento controlador, manipulador e violência psicológica.>
Investigação ainda não terminou>
A manifestação do Ministério Público pela soltura não encerra o caso. A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias da morte e as suspeitas relacionadas ao relacionamento entre Isabelle e João.>
As autoridades analisam depoimentos, mensagens, aparelhos celulares, imagens de câmeras de segurança e laudos periciais. Segundo informações divulgadas, a investigação já reuniu dezenas de depoimentos e diferentes exames periciais.>
O ponto central continua sendo esclarecer o que aconteceu nas horas que antecederam a queda de Isabelle e se houve alguma conduta de terceiros que possa ter contribuído para o desfecho.>
Justiça dará a palavra final>
Agora, caberá ao Judiciário analisar o parecer do Ministério Público e decidir se João Munhoz Neto poderá deixar a prisão preventiva.>
Enquanto isso, ele permanece investigado, e as acusações contra ele ainda não representam uma condenação. A defesa nega as imputações, enquanto a investigação segue em andamento.>
A decisão sobre a liberdade de João poderá representar um novo capítulo em um caso que ainda levanta perguntas sobre o relacionamento do casal e as circunstâncias que antecederam a morte de Isabelle.>
Com informações do portal g1, UOL e Folha de São Paulo>