Oposição pede CPMI para investigar Lulinha

Senador Carlos Viana reúne assinaturas para apurar suspeitas de influência do filho de Lula em contratos com o governo

Publicado em 21 de agosto de 2026 às 16:57

Senador Carlos Viana reúne assinaturas para apurar suspeitas de influência do filho de Lula em contratos com o governo
Senador Carlos Viana reúne assinaturas para apurar suspeitas de influência do filho de Lula em contratos com o governo Crédito: Reprodução 

Nesta sexta-feira (21), o senador Carlos Viana (PSD-MG), ex-presidente da CPMI do INSS, começou a reunir assinaturas no Congresso Nacional para pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa busca apurar suspeitas de que ele teria usado influência para facilitar contratos de terceiros com o governo.

O requerimento também é assinado pelos deputados Cabo Gilberto (PL-PB), Helio Lopes (PL-RJ) e Mario Frias (PL-SP). Segundo Viana, parlamentares de diferentes partidos, entre eles PL, PSD, PP, PSDB e Republicanos, já aderiram ao pedido no Senado. “Quando tantos partidos diferentes entendem que é preciso investigar, o Congresso não pode ignorar”, afirmou o senador nas redes sociais.

Para que uma CPMI seja instalada, o pedido precisa reunir pelo menos 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados federais, o equivalente a um terço dos integrantes de cada Casa. Caso o número seja alcançado e os demais requisitos sejam cumpridos, a comissão poderá ser criada para apurar os fatos e convocar pessoas para prestar esclarecimentos.

Lulinha é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), mas não foi indiciado criminalmente. Em uma das investigações, ele é suspeito de ter usado influência em negociações envolvendo terceiros e o Ministério da Saúde. O caso busca esclarecer se houve atuação para favorecer interesses privados em contratos ou relações com órgãos públicos.

Em outro inquérito, Lulinha é investigado por suposta atuação conjunta com um funcionário da Dataprev, o empresário conhecido como “Careca do INSS” e a empresária Roberta Luchsinger em negociações relacionadas a contratos com o governo. A apuração ainda busca esclarecer a participação de cada envolvido e se houve alguma irregularidade nas tratativas.

O terceiro inquérito investiga a suspeita de que Lulinha teria usado o nome do presidente Lula em benefício de empresas que seriam ligadas a ele. As investigações estão em andamento e, até o momento, as suspeitas não resultaram em condenação criminal contra o filho do presidente.