Petrobras encontra petróleo em poço na Foz do Amazonas e amplia expectativa sobre Margem Equatorial

Descoberta foi registrada no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas ultraprofundas.

Publicado em 14 de agosto de 2026 às 20:34

(Mapa da exata localização da presença de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá.)
(Mapa da exata localização da presença de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá.) Crédito: Divulgação/Petrobras 

A Petrobras identificou, nesta sexta-feira (14), a presença de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A descoberta ocorre na chamada Margem Equatorial brasileira e representa um importante resultado para a campanha exploratória da estatal na região.

O poço está situado a aproximadamente 175 quilômetros do litoral do Amapá, em uma área com lâmina d’água de 2.886 metros. A identificação dos hidrocarbonetos foi realizada por meio de perfis elétricos e de indícios encontrados nas rochas durante a perfuração.

A Petrobras é responsável pela operação do bloco FZA-M-59 e possui 100% de participação na área. O bloco foi adquirido pela companhia na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.

Apesar da identificação de hidrocarbonetos, a estatal ainda precisa realizar novas etapas de avaliação para determinar o tamanho do reservatório e verificar a viabilidade econômica de uma eventual produção. As operações de perfuração continuam na área.

A descoberta aumenta as expectativas em torno do potencial da Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira de exploração de petróleo e gás no Brasil. A Petrobras afirma que a atuação na região faz parte da estratégia para recompor reservas e contribuir para o atendimento da demanda nacional de energia durante a transição energética.

Logo que a confirmação foi divulgada na imprensa, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), emitiu nota oficial destacando a importância da descoberta.

Confira:

“É uma vitória contra aqueles que insistem em boicotar o desenvolvimento do país e tratar a Amazônia como um território onde tudo deve ser proibido. Depois de tanta luta para que o Brasil tivesse o direito de conhecer o seu próprio potencial, recebemos essa notícia com alívio. A ciência e a técnica precisam estar acima de discursos ideológicos que condenam o Norte ao atraso”, afirmou o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.

O resultado também reacende o debate sobre a exploração de petróleo na costa amazônica, que envolve interesses econômicos e energéticos, além de preocupações ambientais relacionadas à abertura de novas fronteiras para combustíveis fósseis.