Publicado em 7 de outubro de 2026 às 18:35
A Polícia Federal encerrou a apuração sobre uma possível interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras de 2026. Após analisar as informações encaminhadas pela Advocacia-Geral da União (AGU), a corporação concluiu que não havia elementos suficientes para caracterizar crime ou justificar a instauração de um inquérito policial.>
A apuração havia sido anunciada no domingo (4), durante o primeiro turno das eleições, pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Na ocasião, ele informou que a corporação havia recebido uma representação da AGU para verificar uma possível atuação estrangeira no processo eleitoral brasileiro.>
O caso foi encaminhado à área de inteligência da Polícia Federal, responsável por analisar as informações apresentadas. A medida, porém, não resultou na abertura de uma investigação formal.>
A representação da AGU teve como ponto de partida informações divulgadas pela imprensa internacional sobre recursos do governo dos Estados Unidos destinados a iniciativas relacionadas à democracia e aos direitos humanos no Brasil.>
Entre os dados analisados estava a previsão de aproximadamente US$ 1 milhão para um projeto no país. A partir dessas informações, a AGU solicitou que a PF verificasse se os recursos poderiam estar relacionados a uma eventual tentativa de interferência estrangeira nas eleições.>
Depois da análise preliminar, a Polícia Federal não identificou indícios suficientes para sustentar a hipótese de crime eleitoral ou de interferência dos Estados Unidos no pleito brasileiro.>
Com a conclusão da análise, o procedimento foi arquivado e não houve instauração de inquérito policial.>
O episódio ocorreu em meio à atenção das autoridades brasileiras sobre possíveis ações estrangeiras capazes de afetar o processo eleitoral. A PF mantém atuação voltada ao monitoramento e à investigação de crimes eleitorais e de eventuais ameaças à segurança das eleições.>
Com informações do portal Metrópoles>