Publicado em 15 de outubro de 2026 às 15:45
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15), a Operação Nerovino para investigar uma organização criminosa suspeita de importar vinhos argentinos de forma irregular e comercializar as bebidas no Brasil sem o pagamento dos impostos federais. A ação busca reunir provas sobre o funcionamento do esquema e identificar os responsáveis pela movimentação dos produtos e do dinheiro.>
Mais de 100 policiais federais participam da operação, que cumpre 25 mandados de busca e apreensão no Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, Espírito Santo e Piauí, além do Distrito Federal. Ao todo, foram apreendidas 2.372 garrafas de vinho durante o cumprimento dos mandados. As ordens foram expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba, que também autorizou o sequestro de imóveis e veículos vinculados aos investigados.>
A Receita Federal acompanha as diligências em um dos endereços, suspeito de ser utilizado como depósito de mercadorias estrangeiras. As buscas em diferentes regiões do país fazem parte do trabalho para esclarecer como os vinhos entravam no território nacional e eram distribuídos aos compradores.>
De acordo com a investigação, as bebidas eram levadas para depósitos na região de Curitiba e, depois, encaminhadas a revendedores de outros estados. Para tentar dar aparência legal às operações e dificultar o rastreamento das mercadorias e dos valores movimentados, os suspeitos teriam utilizado empresas de fachada, notas fiscais com informações falsas e contas bancárias de terceiros.>
Os investigadores também apuram o possível uso de familiares e outras pessoas para movimentar recursos financeiros e registrar bens em seus nomes. A suspeita é de que essas práticas ajudassem a esconder o patrimônio e a identidade dos responsáveis pelas transações.>
A apuração começou em março de 2025, após a apreensão de aproximadamente 4,2 mil garrafas de vinho estrangeiro em um depósito na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, os produtos foram avaliados em mais de R$ 900 mil.>
A partir desse flagrante, a Polícia Federal aprofundou as investigações sobre a origem das bebidas, o transporte e a rede responsável pela comercialização. A nova etapa busca ampliar a coleta de provas, identificar os envolvidos e rastrear possíveis bens adquiridos com recursos provenientes das atividades suspeitas.>
Segundo a PF, os investigados poderão responder por descaminho, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, de acordo com a participação de cada um. Outros crimes também poderão ser considerados conforme o avanço das apurações.>
Até o momento, as informações divulgadas pela Polícia Federal apontam suspeitas que ainda estão sob investigação. A eventual responsabilização criminal dependerá da comprovação dos fatos e do devido processo legal.>