PF investiga suspeita de gestão fraudulenta no BRB após tentativa de compra do Banco Master

Inquérito tramita sob sigilo, foi comunicado ao STF e inclui análise de relatório de auditoria entregue ao Banco Central e à Polícia Federal.

Publicado em 3 de fevereiro de 2026 às 12:22

PF investiga suspeita de gestão fraudulenta no BRB após tentativa de compra do Banco Master
PF investiga suspeita de gestão fraudulenta no BRB após tentativa de compra do Banco Master Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar indícios de gestão fraudulenta envolvendo o Banco de Brasília (BRB), no contexto da negociação para aquisição do Banco Master. A investigação, que corre sob sigilo, já foi oficialmente comunicada ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O procedimento ganhou novo impulso após o próprio BRB encaminhar à Polícia Federal um relatório preliminar elaborado por uma auditoria independente contratada pela instituição. O documento foi entregue à PF na última quarta-feira (29), e, dias depois, repassado também ao Banco Central, nesta segunda-feira (2), como parte das medidas adotadas pelo banco diante das suspeitas apuradas.

Em posicionamento oficial, o BRB afirmou que a iniciativa pretende proteger seus interesses institucionais, além de buscar a recuperação de créditos e ativos e o eventual ressarcimento de prejuízos relacionados a agentes citados na chamada Operação Compliance Zero. A instituição ressaltou ainda que mantém estabilidade financeira e as ações adotadas seguem um planejamento estratégico mais amplo.

Segundo o banco, estão em curso providências administrativas, extrajudiciais e judiciais envolvendo fundos de investimento, garantias e carteiras de crédito adquiridas pela instituição. Parte dessas medidas tramita sob confidencialidade, mas, conforme o comunicado, novas iniciativas devem ser adotadas a curto prazo para reforçar a preservação dos interesses do BRB.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), foi questionado sobre a abertura do inquérito e declarou que acompanha as apurações com tranquilidade. Já a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, informou não ter conhecimento formal da investigação em andamento.

O caso segue sob análise das autoridades competentes, sem prazo divulgado para a conclusão das apurações.