PM aposenta tenente-coronel acusado de matar a esposa em São Paulo

O decreto foi publicado nesta quarta-feira (10)

Publicado em 10 de junho de 2026 às 14:40

O decreto foi publicado nesta quarta-feira (10)
O decreto foi publicado nesta quarta-feira (10) Crédito: Reprodução

O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, preso e réu por feminicídio da esposa, a também policial militar Gisele Alves Santana, foi oficialmente transferido para a reserva remunerada da corporação. O decreto foi publicado nesta quarta-feira (10).

Com a mudança, o oficial de 53 anos deixa de receber salário pela PM e passa a ter os proventos pagos pela São Paulo Previdência (SPPrev). Segundo apuração do g1, ele deverá receber cerca de R$ 22 mil mensais a partir da folha de pagamento de junho.

A remuneração, no entanto, poderá ser reduzida ou suspensa caso ele seja condenado pela Justiça Militar e perca o posto e a patente. O tenente-coronel também responde a um processo no Conselho de Justificação, que pode resultar em sua expulsão da corporação.

De acordo com a PM, qualquer alteração nos pagamentos dependerá de decisão judicial definitiva. A Corregedoria já concluiu o Inquérito Policial Militar e encaminhou o caso à Justiça.

Na esfera criminal, a Polícia Civil indiciou Geraldo Neto por feminicídio e fraude processual. As investigações apontam que ele matou a esposa e tentou simular um suicídio. O oficial está preso preventivamente desde 18 de março no Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

Gisele Alves Santana tinha 32 anos e foi encontrada morta no apartamento onde o casal morava, no Centro de São Paulo. A filha dela, de 7 anos, recebe pensão pela morte da mãe por meio da SPPrev.

Com informações do G1