Publicado em 12 de setembro de 2026 às 09:34
Um dos produtores do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que não autoriza o envio de documentos da empresa às autoridades brasileiras sem que sejam cumpridos os procedimentos legais previstos nos Estados Unidos.>
A manifestação foi feita por Michael Davis, que se identifica como sócio majoritário da GOUP Entertainment LLC. Em um e-mail enviado à produtora Karina Ferreira da Gama em 2 de setembro de 2026, Davis reagiu a um ofício encaminhado pela Polícia Federal solicitando informações relacionadas à investigação.>
Segundo o produtor, documentos societários, contábeis, fiscais, bancários e contratuais da empresa que estejam sob custódia nos Estados Unidos não devem ser repassados diretamente às autoridades brasileiras.>
“Não autorizo o encaminhamento, às autoridades brasileiras ou a quaisquer terceiros, de documentos societários, contábeis, fiscais, bancários ou contratuais da empresa custodiados nos Estados Unidos sem a estrita observância do devido processo legal norte-americano”, afirmou Davis no e-mail.>
Davis declarou ainda que eventuais pedidos das autoridades brasileiras devem seguir os canais de cooperação jurídica internacional e ser submetidos às autoridades competentes nos Estados Unidos.>
O produtor também solicitou que nenhum documento da empresa seja compartilhado ou apresentado antes da análise e validação dos advogados que representam a companhia nos EUA.>
Filme entrou no radar de investigação>
O filme “Dark Horse” ganhou repercussão após o site The Intercept Brasil divulgar conversas atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro e ao senador Flávio Bolsonaro.>
Nas mensagens, Flávio teria solicitado recursos para ajudar a financiar a produção da cinebiografia sobre o ex-presidente.>
A solicitação de informações feita pela Polícia Federal ocorre nesse contexto de apuração. A resistência apresentada pelo produtor, no entanto, está relacionada especificamente aos documentos da empresa mantidos em território norte-americano e à necessidade, segundo ele, de observância da legislação dos Estados Unidos.>
Com informações do portal g1>