Professor universitário desaparecido há mais de cinco anos é encontrado às margens da SP-310 em Taquaritinga

Docente foi encontrado desorientado; Polícia Civil investiga onde ele esteve durante o período.

Publicado em 23 de abril de 2026 às 18:52

(Segundo o boletim de ocorrência, o professor aparentava estar desorientado, com sinais de desnutrição e vestindo roupas em mau estado de conservação.)
(Segundo o boletim de ocorrência, o professor aparentava estar desorientado, com sinais de desnutrição e vestindo roupas em mau estado de conservação.) Crédito: Divulgação/Polícia Militar Rodoviária

Um professor universitário que estava desaparecido desde 2018 foi localizado na manhã de ontem caminhando às margens da rodovia Washington Luís (SP-310), no trecho que corta o município de Taquaritinga, no interior paulista.

O homem, identificado como Bruno de Carvalho Borges, de 44 anos, docente da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), foi avistado por uma equipe da concessionária que administra a via. Segundo o boletim de ocorrência, o professor aparentava estar desorientado, com sinais de desnutrição e vestindo roupas em mau estado de conservação.

A Polícia Militar Rodoviária foi acionada e compareceu ao local. De acordo com o tenente Rodrigues, que atendeu à ocorrência, o professor não portava documentos e demonstrava dificuldade para se comunicar. "Ele repetia frases sem nexo e parecia não reconhecer o próprio nome. Nossa prioridade foi acolhê-lo e encaminhá-lo para atendimento médico", declarou.

A família foi localizada ainda no mesmo dia, por meio de um boletim de desaparecido registrado há cinco anos. O irmão do docente viajou de São Carlos a Taquaritinga e confirmou a identidade. "Nós o procuramos incansavelmente. Chegamos a acreditar que ele não estivesse mais vivo. Agora é focar no tratamento e na recuperação", afirmou, visivelmente emocionado.

Bruno foi encaminhado à Santa Casa de Taquaritinga, onde passou por exames e permanece internado em observação. A direção da UFSCar manifestou solidariedade e informou que prestará apoio psicológico à família.

O caso reacendeu o debate sobre saúde mental entre os profissionais da educação. Especialistas ouvidos pela reportagem apontam a necessidade de protocolos mais eficazes de apoio psicossocial nas universidades e de aprimoramento nos sistemas de busca por pessoas desaparecidas no país.

A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e o paradeiro do professor ao longo dos últimos cinco anos. As investigações seguem sob sigilo.

Com informações da Folha de São Paulo