Secretário de Segurança pede prisão de eleitores do PT e é afastado no Maranhão

Áudio aponta tentativa de intimidar apoiadores do partido antes da votação.

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 14:41

Sargento James Mota da Silva
Sargento James Mota da Silva Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O secretário municipal de Segurança Pública de Barra do Corda, no Maranhão, sargento da Polícia Militar James Mota da Silva, foi afastado da função após a divulgação de áudios em que incentiva policiais a prender eleitores do PT. Em uma das gravações, ele afirma que deter uma pessoa poderia assustar outros apoiadores do partido, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).

Em um dos trechos, Mota sugere que a prisão de alguém na cidade ou em povoados serviria de exemplo para os demais. Em outra gravação, ele se refere a apoiadores petistas como inimigos da polícia e da sociedade.

"Bora botar esses petistas no lugar deles, bora prender. O primeiro que nós prender na cidade ou no povoado, sai história, eles vão ficar com medo. E tem a forma de prender legalmente.

Bora prender quem tiver que prender, esses vagabundo" declara em áudio o sargento.

Após a repercussão, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), determinou o afastamento do militar e a investigação das declarações. O prefeito de Barra do Corda, Rigo Teles (MDB), também formalizou a medida por meio de uma portaria assinada em 22 de outubro. O afastamento vale durante o período eleitoral.

A denúncia foi apresentada pelo vice-governador Felipe Camarão (PT). Já a Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, encaminhou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral para pedir a apuração de possíveis ameaças, tentativas de intimidação de eleitores e outros ilícitos eleitorais. O caso também deverá ser investigado pela Polícia Federal, enquanto a conduta do sargento poderá ser examinada na esfera administrativa da Polícia Militar.