STF reúne Lula e cúpula do Congresso na abertura dos trabalhos de 2026

O ministro Luiz Fux foi diagnosticado com pneumonia dupla e, por isso, participa da sessão de forma remota

Publicado em 2 de fevereiro de 2026 às 08:11

(Presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin)
(Presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin) Crédito: Ester Vagas - Corte IDH

O Supremo Tribunal Federal fará nesta segunda-feira (2), às 14h, a abertura do ano judiciário de 2026, e, retomando as atividades do plenário e das Turmas. A sessão solene terá a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, também foram convidados e representarão a classe de integrantes do Ministério Público e dos advogados.

Por costume, a 1ª sessão do ano se inicia com um discurso da presidência do STF, que faz um balanço de atividades do ano anterior e recados sobre a atuação da atual gestão. É possível que o ministro Luiz Edson Fachin proponha o plano de criação de um código de conduta interno para ministros do STF.

No seu discurso de encerramento do ano judiciário de 2025, em dezembro, o ministro disse que o Judiciário deve exercer seu papel com prudência, com a “superação de personalismos que fragilizam as estruturas”. A expectativa sobre o discurso de hoje é: que o ministro volte a fazer uma defesa institucional do Supremo, que tem enfrentado críticas à condução do ministro Dias Toffoli no inquérito que apura as irregularidades do Banco Master no Sistema Financeiro Nacional.

O encontro dos chefes dos Três Poderes ocorre em um momento em que a Corte brasileira é criticada publicamente pela condução das investigações envolvendo fraudes no Banco Master.

Em janeiro deste ano, a presidência do STF divulgou uma em defesa a Dias Toffoli, caracterizando a atuação do ministro como “regular“. Fachin também afirmou que o Supremo “não se curva a ameaças ou intimidações”. Dias depois, em 26 de janeiro, durante posse do novo presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica, o presidente da corte voltou a dizer que a perseguição aos juízes é um fator de risco à democracia.

Ausência - Na sessão desta segunda, quase todos os ministros estarão presentes na solenidade, com exceção do ministro Luiz Fux, que vai participar de forma remota para manter tratamento de saúde em casa. Fux foi diagnosticado com pneumonia dupla, causada pelo vírus influenza. O ministro tem quadro de saúde estável.

Com informações do STF e Poder360