STJ decide que caso de Geraldo Leite irá a júri popular em São Paulo

Corte entendeu que crime deve ser julgado pela Justiça comum e não pela esfera militar

Publicado em 28 de abril de 2026 às 17:42

Corte entendeu que crime deve ser julgado pela Justiça comum e não pela esfera militar
Corte entendeu que crime deve ser julgado pela Justiça comum e não pela esfera militar Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (28), o Superior Tribunal de Justiça decidiu que o caso do tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, será julgado pela Justiça comum, sob responsabilidade da 5ª Vara do Júri de São Paulo.

A decisão foi tomada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, que entendeu se tratar de um crime doloso contra a vida, o que determina julgamento pelo Tribunal do Júri. Com isso, o processo deixa a Justiça Militar e passa a tramitar na esfera comum. O oficial responde por feminicídio e fraude processual.

Segundo a defesa da família da vítima, o entendimento reforça que o caso não tem natureza militar e deve ser analisado pela Justiça comum.

Gisele foi encontrada gravemente ferida na manhã do dia 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido, no bairro do Brás, na região central da capital paulista. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.