Val Marchiori e marido são condenados a pagar R$ 3,4 mil a eletricista

Justiça entendeu que o casal se beneficiou dos serviços realizados em imóvel em Angra dos Reis

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 15:03

Justiça entendeu que o casal se beneficiou dos serviços realizados em imóvel em Angra dos Reis
Justiça entendeu que o casal se beneficiou dos serviços realizados em imóvel em Angra dos Reis Crédito: Reprodução

A empresária Val Marchiori e o marido, Amilton Augusto, foram condenados pela Justiça a pagar R$ 3,4 mil a um eletricista que realizou serviços em um imóvel do casal, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A decisão foi proferida em 9 de outubro pela Vara do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Araras, em São Paulo.

O processo foi aberto em agosto pelo profissional Lucas Soares Ferreira, que alegou não ter recebido pelo trabalho executado. Ao analisar o caso, o juiz Paulo Rogério Malvezzi considerou comprovada a realização de uma inspeção elétrica no imóvel e entendeu que o serviço beneficiou diretamente Val e Amilton.

A defesa do casal argumentou que os dois eram apenas destinatários finais do projeto, mas o magistrado rejeitou a justificativa. Segundo a decisão, não foram apresentados elementos suficientes para afastar a obrigação de pagamento.

O engenheiro André Alves Justino, que intermediou a contratação, também foi incluído no processo, mas não foi responsabilizado. A Justiça entendeu que ele atuou apenas como intermediário do negócio.

Já o pedido de indenização por danos morais, no valor de R$ 5 mil, foi negado. O juiz considerou que não havia provas suficientes da suposta ameaça que o eletricista atribuiu a Amilton.

O que diz Val Marchiori

Em manifestação enviada à coluna Fábia Oliveira, Val Marchiori contestou a condenação e afirmou que não reconhece a dívida nem a responsabilidade pelo pagamento. A empresária também declarou que pretende recorrer da decisão.

Segundo Val, o proprietário da empresa responsável pelo serviço relacionado à troca de energia solar teria reconhecido uma suposta má-fé na conduta do profissional envolvido. Ela criticou a divulgação do caso e disse que seu nome estaria sendo utilizado de forma indevida por ser uma pessoa pública.

A empresária afirmou ainda que pretende recorrer não pelo valor da condenação, mas por considerar que a situação envolve sua honra e a de sua família.

Entenda a ação judicial

Na ação, Lucas Soares Ferreira relatou que foi procurado pelo engenheiro André Alves Justino para realizar uma inspeção elétrica e pequenos reparos emergenciais na propriedade do casal, em Angra dos Reis.

Segundo o eletricista, a contratação foi acertada após uma reunião com a participação do engenheiro, de Val e de Amilton. Os serviços teriam sido concluídos em maio, com pagamento combinado de R$ 3,4 mil.

O profissional afirmou que o valor não foi quitado, apesar de o casal ter conhecimento do trabalho realizado. Ele também alegou que Amilton se comprometeu a resolver a pendência financeira por mensagem, mas posteriormente teria feito ameaças e tentado intimidá-lo.

Com base nesses relatos, Lucas pediu o pagamento de R$ 3,4 mil pelos serviços prestados e mais R$ 5 mil por danos morais. A Justiça reconheceu o direito ao recebimento pelo trabalho, mas rejeitou o pedido de indenização.

Com informações do Metrópoles