Publicado em 3 de março de 2026 às 09:54
Um vídeo analisado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro mostra o momento em que uma adolescente de 17 anos entra em um prédio em Copacabana acompanhada do ex-namorado. Minutos depois, segundo a investigação, outros quatro rapazes acessam o mesmo apartamento. A jovem afirma ter sido vítima de estupro coletivo no local, no dia 31 de janeiro.>
De acordo com o inquérito conduzido pela 12ª DP, o adolescente, também de 17 anos, teria organizado a situação. A polícia aponta que ele se aproveitou da relação anterior com a vítima para convencê-la a ir até o imóvel, localizado na rua Ministro Viveiros de Castro. Conversas trocadas por aplicativo indicam que o encontro teria sido combinado com antecedência com amigos, que aguardavam no apartamento.>
As imagens de câmeras de segurança fazem parte do conjunto de provas reunidas pelos investigadores. O relatório policial descreve que, após a saída da adolescente do prédio, o jovem retornou ao imóvel e teria feito gestos interpretados como comemoração. O exame de corpo de delito confirmou lesões compatíveis com violência física e sexual.>
O caso terá encaminhamentos diferentes na Justiça porque um dos envolvidos é menor de idade. O adolescente responderá por ato infracional, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente. O processo tramita na Vara da Infância e da Adolescência e pode resultar em medidas socioeducativas, incluindo internação por até três anos. Para ele, foi expedido mandado de busca e apreensão.>
Já os outros quatro suspeitos, com 18 e 19 anos, foram indiciados com base no Código Penal Brasileiro por estupro cometido em conjunto. A legislação prevê pena de 6 a 10 anos de reclusão, podendo chegar a 12 anos quando a vítima é menor de 18 anos. Como há indícios de participação de mais de uma pessoa, a punição pode ser aumentada.>
A 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes decretou a prisão preventiva de Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. Eles são considerados foragidos.>
O caso também gerou repercussão fora do âmbito policial. O Colégio Pedro II informou que iniciou procedimentos administrativos para apurar a situação dos estudantes citados. O Serrano Football Club anunciou a suspensão do contrato de João Gabriel Xavier Bertho diante das suspeitas.>