Biblioteca Pública Vicente Salles é reaberta em Belém com acervo ampliado e foco nas artes

Localizado na Casa das Artes, o espaço cultural retorna às atividades após reforma estrutural, oferecendo mais de três mil itens para pesquisa sobre a identidade e as manifestações artísticas do Pará.

Publicado em 28 de abril de 2026 às 16:38

Biblioteca Pública Vicente Salles.
Biblioteca Pública Vicente Salles. Crédito: Matheus Maciel/Ascom FCP

A Biblioteca Pública Vicente Salles, situada na Casa das Artes, em Belém, foi oficialmente reaberta ao público na noite da última segunda-feira (27). O espaço retoma suas atividades após passar por um período de reestruturação e ampliação de seu acervo, consolidando-se como um importante centro de pesquisa e preservação da memória cultural do Estado.

Especializada em artes, a biblioteca começou a ser organizada em 2015 a partir do acervo do antigo Instituto de Artes do Pará. Segundo a coordenadora da Biblioteca Pública Arthur Vianna, Socorro Baia, a reabertura é fundamental por oferecer um espaço com foco artístico específico, ampliando significativamente o acesso ao conhecimento para a população e, em especial, para os próprios artistas.

O local abriga atualmente mais de três mil itens, que incluem livros, revistas, CDs, fotografias, partituras e catálogos de exposições. O acervo é voltado para diversas linguagens, como:

  • Cinema, música e teatro;

  • Manifestações populares como o carimbó, a marujada e o marambiré;

  • Temas de história, economia criativa e patrimônio cultural material e imaterial.

Além da consulta e pesquisa presencial com acesso livre, os usuários também podem usufruir de empréstimos e serviços de consulta on-line. Entre os destaques estão coleções de grande relevância, como a do cineasta paraense Maiolino Miranda e a do pesquisador que dá nome ao espaço.

A biblioteca homenageia Vicente Juarimbu Salles (1931–2013), historiador, antropólogo e folclorista natural de Igarapé-Açu. Considerado um dos intelectuais mais influentes da Amazônia, Salles é autor de obras seminais como "O Negro no Pará sob o Regime da Escravidão", trabalho que revolucionou a compreensão sobre a relevância da presença negra na formação cultural amazônica.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.