Publicado em 29 de agosto de 2025 às 16:03
Belém voltou a ser palco de um dos principais encontros de arte contemporânea do país. A 2ªBienal das Amazônias, aberta na última terça-feira (26), reafirma sua proposta de ser uma plataforma de debate sobre a região a partir de seu próprio olhar e, segundo a presidenta da Funarte, Maria Marighella, já se posiciona entre as grandes mostras internacionais.
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Durante a cerimônia de abertura, realizada no prédio da Rua Manoel Barata, espaço de quase oito mil metros quadrados que abrigava uma antiga loja de departamentos, Marighella defendeu que o local seja transformado em sede fixa do evento. “A Bienal não é apenas uma exposição, mas um equipamento cultural estratégico para o Brasil e para as relações internacionais que o país estabelece a partir da arte amazônica”, declarou.>
Idealizado pela produtora cultural Lívia Condurú, o projeto foi elogiado pela presidenta da Funarte por promover reflexão crítica, produção de acervo e intercâmbio artístico. Ela também anunciou que o Conselho Estadual de Cultura do Pará incluiu, no Plano de Ações Articuladas, investimentos voltados a iniciativas culturais continuadas, o que garante maior sustentabilidade à programação.>
Arte e resistência na Amazônia>
Sob o tema “Verde–Distância”, a Bienal apresenta trabalhos de artistas e coletivos da Amazônia e de outros países, reunindo performances, instalações e encontros reflexivos. A curadoria busca dar protagonismo a narrativas indígenas e amazônicas, conectando-as a questões globais.>
A programação da semana de abertura inclui apresentações no Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA) e no Ver-o-Rio, como a Assembleia Verde–Sonhos, mediada pelo artista Jean da Silva, e uma performance interativa de Roberto Evangelista às margens do rio Guamá. Até novembro, o público poderá conferir obras de nomes como Joseca Yanomami (Brasil), Brus Rubio (Peru), Mapa Teatro/Nükak (Colômbia), Gwladys Gambie (Martinica), entre outros.>
Cultura e patrocínio>
O evento conta com patrocínio de grandes empresas como Nubank, Shell Brasil e Vale, que têm investido em projetos culturais de alcance nacional. No caso da Vale, o apoio integra a atuação do Instituto Cultural Vale, responsável por fomentar mais de mil iniciativas em todo o país nos últimos anos.>
Serviço>
A 2ª Bienal das Amazônias – Verde-Distância segue até 30 de novembro de 2025, no Centro Cultural Bienal das Amazônias, em Belém. A visitação é gratuita, com horários diferenciados na semana de abertura e funcionamento regular de quarta a domingo. Mais informações podem ser consultadas no site oficial www.bienalamazonias.org.br e no perfil @bienalamazonias no Instagram.>