Cachaça movimenta produção de 234 milhões de litros no Brasil e reforça identidade amazônica

Às vésperas do Dia Nacional da Cachaça, celebrado em 13 de setembro, bebida que chegou a 76 mercados internacionais também evidencia a força de ingredientes regionais, como o jambu

Publicado em 10 de setembro de 2026 às 11:20

Dia Nacional da Cachaça - 
Dia Nacional da Cachaça -  Crédito: Divulgação

Símbolo da cultura brasileira, a cachaça chega ao seu dia nacional com números que mostram a força de uma cadeia que combina tradição, produção artesanal e novos sabores. Em 2025, foram produzidos 234,4 milhões de litros da bebida no país, segundo o Anuário da Cachaça 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O Brasil encerrou o período com 1.538 estabelecimentos produtores registrados, distribuídos por 844 municípios.

A bebida brasileira também atravessa fronteiras. No último ano, 7,95 milhões de litros foram exportados para 76 destinos, movimentando US$ 17,07 milhões. Ao mesmo tempo em que amplia sua presença internacional, a cachaça encontra nos ingredientes e nas identidades regionais diferentes possibilidades de apresentação ao público.

Essa combinação entre uma bebida essencialmente brasileira e os sabores de diferentes partes do país também está presente no Engenho Cozinha Brasileira.

Para celebrar o Dia Nacional da Cachaça, em 13 de setembro, as duas unidades do restaurante, em Belém, terão degustação gratuita de rótulos produzidos pelo próprio grupo, entre eles a Manaós e a Jambucana.

A Manaós nasceu inspirada no povo indígena que habitou a região do Rio Negro, no Amazonas, e possui três rótulos de cachaça: Prata, Amburana e Carvalho. A primeira é conservada em inox, enquanto as demais passam por barris das respectivas madeiras, processo que interfere diretamente na cor, no aroma e no sabor da bebida.

Já a Jambucana leva a experiência ainda mais para o território amazônico. Produzida a partir de uma cachaça artesanal de alambique de cobre, a bebida recebe extrato natural de jambu amazônico, além de cravo, canela, gengibre e melado de cana. O resultado combina a tradição da cachaça com a experiência sensorial provocada pelo jambu.

A degustação também pode ser uma oportunidade para perceber diferenças que muitas vezes passam despercebidas quando a bebida é consumida rapidamente. Cor, aroma, sabor, corpo e o gosto que permanece depois de cada gole ajudam a identificar características de cada rótulo. Nas cachaças envelhecidas, a própria madeira interfere nesse perfil: o carvalho pode trazer notas associadas a baunilha, frutas secas e especiarias, enquanto a amburana tende a apresentar características mais adocicadas e notas de canela e mel.

Jamburinha

Uma das formas de experimentar a Jambucana é em uma releitura da tradicional caipirinha. O Jamburinha combina Jambucana, limão, jambu e gelo. O limão é preparado no copo com o jambu, recebe gelo e, por último, a Jambucana, resultando em um drink que combina a acidez da fruta com as especiarias e a característica sensorial do jambu.