Publicado em 27 de março de 2026 às 12:50
- Atualizado há uma hora
A Justiça do Pará manteve a condenação do cantor Bruno Mafra, da banda Bruno e Trio, por crimes de abuso sexual contra as próprias filhas, ocorridos durante a infância das vítimas, em Belém. A decisão foi confirmada em segunda instância, após análise de recurso apresentado pela defesa.>
De acordo com o processo, os abusos teriam ocorrido entre os anos de 2007 e 2011, quando as vítimas tinham menos de 14 anos. Os relatos apontam que os crimes aconteceram de forma reiterada, em diferentes locais, incluindo a residência da família e um veículo, em situações que favoreciam o isolamento.>
As denúncias vieram à tona em 2019, quando as irmãs, já adultas, decidiram procurar as autoridades e relatar os episódios. A acusação destacou que os crimes ocorreram em um contexto de confiança e autoridade paterna, além de envolverem manipulação psicológica e pedidos de segredo.>
Na primeira instância, a Justiça entendeu que havia provas suficientes de materialidade e autoria, com base principalmente nos depoimentos das vítimas, considerados coerentes e detalhados. A sentença fixou a pena em mais de 30 anos de reclusão, em regime inicial fechado.>
A defesa recorreu, alegando nulidades no processo, irregularidades na produção de provas e insuficiência probatória. No entanto, ao julgar o recurso, o Tribunal de Justiça rejeitou todos os argumentos e manteve integralmente a condenação.>
A decisão foi unânime. A relatoria considerou que não houve irregularidades capazes de anular o processo e destacou que os depoimentos das vítimas são compatíveis com a dinâmica de crimes dessa natureza, sendo reforçados por outros elementos dos autos.>
Apesar da manutenção da sentença, o escritório responsável pela defesa do cantor informou que o processo ainda está em curso e que não há decisão definitiva. “Serão adotadas as medidas recursais cabíveis, uma vez que a defesa sustenta a existência de relevantes violações ao devido processo legal, com potencial comprometimento da validade jurídica dos atos processuais e da própria decisão proferida”, diz o posicionamento.>
A defesa também manifestou preocupação com a divulgação de informações relacionadas ao caso, ressaltando que o processo tramita sob sigilo e que é necessária a observância das restrições legais para garantir a regularidade processual e a proteção dos direitos das partes envolvidas.>