Publicado em 13 de outubro de 2026 às 23:20
O Pará está ampliando a preparação da rede pública de saúde para enfrentar possíveis impactos de fenômenos climáticos extremos, como o El Niño. Entre as medidas está a instalação de uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), em Belém, com atuação prevista também nos estados do Amapá e do Tocantins.>
A iniciativa busca fortalecer a capacidade de resposta a emergências que possam comprometer o atendimento à população, incluindo períodos de estiagem, cheias, ondas de calor e outras ocorrências que exijam mobilização rápida de equipes e recursos de saúde.>
Segundo informações divulgadas pelo Governo do Pará, a estrutura integra uma estratégia nacional de implantação de três bases regionais na Região Norte.>
Governo estadual prepara força própria>
Paralelamente à iniciativa federal, o Pará trabalha na criação da Força Estadual do Sistema Único de Saúde (FESUS-PA). A estrutura terá sede em Belém e deverá atuar de forma integrada com os 144 municípios do estado.>
O projeto está em fase de organização e ficará vinculado à Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio do Departamento de Atenção Integral às Urgências e Emergências.>
A proposta é disponibilizar profissionais, suporte técnico e recursos assistenciais para situações em que a capacidade de atendimento dos serviços municipais seja insuficiente diante da dimensão de uma ocorrência.>
De acordo com Guilherme Neves de Mesquita, diretor de Desenvolvimento e Auditoria dos Serviços de Saúde da Sespa, a força estadual deverá apoiar os municípios e complementar a assistência em situações de maior complexidade.>
Estrutura federal já participou de operações no estado>
A Força Nacional do SUS atua no Pará desde 2011, prestando apoio em diferentes operações. Entre as ações mencionadas pelo governo estadual estão o suporte durante o Círio de Nossa Senhora de Nazaré e a mobilização de estruturas assistenciais na COP30, realizada em Belém, em 2025.>
O trabalho pode envolver o envio de profissionais especializados, apoio logístico, organização dos serviços de saúde e instalação de estruturas temporárias, como hospitais de campanha.>
Esses recursos são utilizados em situações que demandam reforço imediato, incluindo emergências sanitárias, acidentes com múltiplas vítimas e outros eventos de grande impacto.>
Municípios participam do planejamento preventivo>
Como parte da preparação para possíveis emergências, a Sespa mantém ações de monitoramento e prevenção dos riscos relacionados às mudanças climáticas. As iniciativas incluem orientações sobre os efeitos das ondas de calor e acompanhamento de possíveis problemas de saúde associados a eventos extremos.>
O estado também dispõe do Plano Estadual de Ação para Emergência em Saúde por Eventos Climáticos e do Plano de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas (AdaptaSUS).>
O planejamento envolve articulação entre o Ministério da Saúde, a Defesa Civil, os Centros Regionais de Saúde e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas, entre outros órgãos.>
Além disso, os municípios foram orientados a fornecer informações sobre a capacidade de atendimento dos serviços locais, a disponibilidade de insumos, o abastecimento de água e as principais necessidades de cada região.>
A coleta desses dados permite identificar vulnerabilidades e organizar ações preventivas para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos sobre a população paraense.>
Preparação para grandes eventos>
A estruturação das forças federal e estadual também pode contribuir para a organização da assistência em grandes eventos realizados no Pará, que exigem planejamento integrado e capacidade de mobilização de equipes.>
Com a ampliação da estrutura de resposta, a expectativa é fortalecer a articulação entre os governos federal, estadual e municipal e melhorar a capacidade de atendimento diante de situações que representem riscos à saúde pública.>
Com informações da Agência Pará.>