Mulher é presa em Belém suspeita de aplicar golpe de R$ 15 mil após conhecer vítima nas redes sociais

Segundo a Polícia Civil, investigada teria pedido dinheiro sob a justificativa de liberar mercadorias retidas pela Receita Federal; Justiça decretou prisão preventiva após análise de provas.

Publicado em 13 de outubro de 2026 às 23:39

(A suspeita foi localizada em casa e conduzida à delegacia.)
(A suspeita foi localizada em casa e conduzida à delegacia.) Crédito: Divulgação 

Uma mulher investigada por estelionato foi presa preventivamente nesta terça-feira (13), em Belém, após uma apuração da Polícia Civil do Pará sobre um suposto golpe financeiro que causou prejuízo de R$ 10 mil à vítima. A suspeita foi localizada em casa e conduzida à delegacia.

A prisão foi realizada por agentes da Seccional Urbana de São Brás, após a Justiça expedir o mandado preventivo com base nos elementos apresentados pela investigação.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima conheceu a investigada por meio de uma página comercial em uma rede social, onde ela anunciava a venda de uma bolsa. Posteriormente, em agosto de 2026, a mulher teria solicitado um empréstimo de R$ 10 mil, alegando que precisava liberar mercadorias retidas pela Receita Federal.

Transferências chegaram a R$ 15 mil

Conforme o relato apresentado à polícia, após o primeiro pedido de dinheiro, a investigada teria apresentado novas justificativas e prometido devolver os valores rapidamente.

Entre 31 de agosto e 1º de setembro, a vítima realizou outras transferências por meio do PIX. Ao todo, os repasses chegaram a R$ 15 mil.

A investigada devolveu R$ 5 mil, mas ainda restariam R$ 10 mil a serem pagos, segundo as informações divulgadas pela Polícia Civil.

A vítima relatou que o dinheiro representava uma parcela importante de seus recursos financeiros e que a falta de devolução comprometeu o cumprimento de despesas pessoais, incluindo faturas de cartão de crédito e plano de saúde.

Mensagens e comprovantes foram apresentados à Justiça

Durante a investigação, a vítima apresentou comprovantes das transferências bancárias, mensagens, áudios e outros registros das conversas mantidas com a suspeita.

Segundo o delegado Rubens Mattoso, diretor da Seccional Urbana de São Brás, o material reunido contribuiu para fundamentar o pedido de prisão preventiva.

A Justiça considerou a existência de indícios do crime e de possível autoria, levando em conta os documentos apresentados e o depoimento da vítima.

Suspeita também é investigada em outros casos

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a mulher é investigada em outros procedimentos por suspeitas de crimes semelhantes, com modo de atuação parecido. Essa circunstância foi considerada pelo Judiciário na análise do risco de repetição de condutas criminosas.

A decisão destacou indícios de que a obtenção do dinheiro poderia estar relacionada a uma sequência de ações destinadas a conquistar a confiança da vítima, com justificativas específicas e promessas de restituição.

Após o cumprimento do mandado, a mulher foi encaminhada à delegacia para os procedimentos legais. Ela permanece à disposição do Poder Judiciário.

A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil. A suspeita é investigada e, até eventual condenação definitiva, deve ser considerada inocente perante a lei.

Com informações da Agência Pará.