Grupo que aplicava golpes com falsa empresa de concretagem é desarticulado em operação interestadual

Segunda fase da “Concreto Armado” cumpre 42 mandados e já soma prisões em quatro estados

Publicado em 19 de março de 2026 às 15:25

Policiais civis cumprindo mandado durante a operação no Paraná.
Policiais civis cumprindo mandado durante a operação no Paraná. Crédito: Divulgação

Um grupo investigado por estelionato e lavagem de dinheiro com atuação em vários estados foi desarticulado pela Polícia Civil do Estado do Pará durante a segunda fase da operação “Concreto Armado” nesta quinta-feira (19) em quatro estados.

A investigação aponta que os suspeitos se passavam por uma empresa especializada em serviços de construção e concretagem para enganar clientes. As vítimas foram identificadas no Pará, Mato Grosso e Minas Gerais.

Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados judiciais, sendo nove de prisão, nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Cerca de 120 policiais participam da operação.

Segundo o delegado Rogério Moraes, os mandados foram expedidos pela Justiça da Região Metropolitana de Belém e são resultado de meses de investigação, que incluiu análise de movimentações financeiras, cruzamento de dados e rastreamento de ativos.

De acordo com o delegado Társio Martins, até o momento seis pessoas foram presas. Também foram apreendidos cerca de R$ 29 mil em dinheiro, duas armas de fogo, um colete balístico e equipamentos eletrônicos.

Entenda o esquema

As investigações começaram após a denúncia de uma síndica, que relatou ter contratado um serviço de concretagem a uma empresa que se apresentava como legítima.

Segundo a polícia, o grupo utilizava publicidade fraudulenta e criava canais de atendimento falsos para atrair vítimas. Após o contato, os pagamentos eram direcionados a empresas abertas com nomes semelhantes ao de companhias reais.

Os serviços, no entanto, não eram executados.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.