Justiça remarca para 2027 julgamento do acusado de matar a mãe em Belém

Sessão estava marcada para esta terça-feira (29), mas foi adiada e agora está prevista para abril de 2027.

Publicado em 29 de setembro de 2026 às 13:54

Leonardo Felipe Giugni Bahia, acusado da morte da mãe, Arlene Giugni da Silva
Leonardo Felipe Giugni Bahia, acusado da morte da mãe, Arlene Giugni da Silva Crédito: Reprodução

A sessão do Tribunal do Júri que analisaria nesta terça-feira (29) o processo contra Leonardo Felipe Giugni Bahia, acusado da morte da mãe, Arlene Giugni da Silva, e de tentar matar a irmã, Juliana Giugni Cavalcante Soriano de Mello, foi adiada pela Justiça do Pará.

A nova data foi definida para 6 de abril de 2027, às 8h. Segundo a movimentação processual, o adiamento ocorreu devido à ausência de representante legal do acusado na sessão.

O crime aconteceu na madrugada de 18 de janeiro de 2022, no apartamento onde a família morava, no bairro Batista Campos, em Belém. De acordo com a acusação, Arlene foi atacada com golpes de faca enquanto estava no quarto e morreu no local.

Ainda conforme o processo, após atingir a mãe, Leonardo teria ido até o quarto da irmã e a atacado com a mesma arma. Juliana sobreviveu e passou a figurar como vítima na ação penal.

Acusação

Leonardo foi pronunciado por homicídio qualificado consumado, pela morte de Arlene, e homicídio qualificado tentado, pela tentativa de matar Juliana.

A pronúncia não significa que o acusado tenha sido condenado. A decisão apenas determina que ele seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. Caberá aos jurados avaliar as provas apresentadas no processo e decidir pela responsabilidade ou não do réu.

Durante a investigação, a irmã de Leonardo chegou a ser incluída entre os investigados pela morte de Arlene. Após o avanço das apurações, porém, ela deixou a condição de acusada e passou a ser tratada como vítima no processo relacionado ao irmão.

Juliana também prestou depoimento durante a instrução processual e relatou ter sido atacada por Leonardo na madrugada em que a mãe foi morta.

Processo tramita desde 2022

O caso passou por diferentes etapas desde o crime. Inicialmente, a ação foi analisada pela Justiça especializada em violência doméstica e familiar contra a mulher. Posteriormente, o processo foi encaminhado ao Tribunal do Júri.

Leonardo está preso preventivamente desde 2022. Ao longo da tramitação, a defesa apresentou recursos relacionados à prisão, mas a medida cautelar foi mantida pela Justiça.

Com o adiamento, o julgamento está previsto para 6 de abril de 2027, no Tribunal do Júri de Belém. A realização da sessão dependerá da manutenção da nova data pela Justiça.