Militares do Exército prestam atendimento de emergência e ajudam a salvar bebê indígena prematuro em aldeia isolada

Atendimento emergencial em área de difícil acesso foi decisivo para estabilizar a criança até a remoção aeromédica.

Publicado em 16 de março de 2026 às 23:54

(Militares do Exército Brasileiro, do 1º Pelotão Especial de Fronteira, durante atendimento que ajudou a salvar uma bebê indígena na Aldeia Missão Nova, em área de difícil acesso na Amazônia.)
(Militares do Exército Brasileiro, do 1º Pelotão Especial de Fronteira, durante atendimento que ajudou a salvar uma bebê indígena na Aldeia Missão Nova, em área de difícil acesso na Amazônia.) Crédito: Divulgação 

Militares do 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF) Tiriós, do Exército Brasileiro, realizaram um atendimento de emergência que foi decisivo para a estabilização de um bebê indígena, da etnia Tirió, na Aldeia Missão Nova, em uma região de difícil acesso na Amazônia, entre os dias 8 e 9 de março de 2026.

Durante uma visita à comunidade, militares do pelotão foram acionados quando uma mulher chegou ao local carregando um bebê com sinais vitais debilitados, pele pálida e sem choro. Ao perceber a gravidade da situação, o 2º Tenente Costa, comandante do pelotão, e a 2º Sargento Thainá, militar da área de saúde, iniciaram imediatamente o apoio ao atendimento realizado no posto de saúde da aldeia.

Diante da evolução do quadro clínico da criança, o comandante do pelotão deslocou-se até a base para buscar reforço médico. Pouco depois, retornou acompanhado do 2º Tenente Magalhães, médico, e do Cabo Monteiro, padioleiro, formando uma equipe de atendimento juntamente com profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

Durante o atendimento, os militares também auxiliaram na solução de problemas em equipamentos médicos, permitindo a administração de oxigênio à criança e contribuindo para a estabilização do quadro clínico. O caso foi acompanhado à distância pela Major Monique, pediatra da 8ª Região Militar, que orientou as condutas médicas adotadas no local. “Fornecemos antibiótico, broncodilatador, hidratação adequada e ensinei como deveria ser o manuseio do bebê para que ele compensasse. O bebê melhorou e estabilizou, podendo assim ter tempo de esperar a evacuação aérea”, explicou.

Devido à gravidade da situação e às limitações de recursos disponíveis na aldeia, foi necessária a mobilização de uma evacuação aeromédica, articulada com o DSEI, para garantir a continuidade do atendimento especializado. A criança foi levada para UTI do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá (AP), capital mais próxima.

A atuação da equipe do 1º PEF Tiriós foi fundamental para garantir o atendimento emergencial e a estabilização da criança até a chegada do suporte para evacuação, demonstrando o papel dos pelotões de fronteira não apenas na defesa do território, mas também no apoio humanitário às populações que vivem em regiões remotas da Amazônia.

Amazônia isolada

Tiriós está localizada no extremo Norte do Pará, dentro do Parque Nacional do Tumucumaque, uma área da Amazônia preservada que faz fronteira com o Suriname. Para chegar nesta localidade isolada, apenas por via aérea. Lá, vivem as comunidades indígenas Tiryió, Kaxuyana e Apalai.

O Exército Brasileiro, por meio do 1º Pelotão Especial de Fronteira (1º PEF) Tiriós, atua na região como presença permanente na segurança do território fronteiriço. Além disso, a integração com as comunidades tradicionais é essencial para o desenvolvimento do trabalho desenvolvido pelos militares nesta região, o que também favorece a assistência e bem-estar dos indígenas.