MP recorre ao TJ-PA contra soltura de médico que arrastou namorada por 250 metros em Belém

Promotoria pede ao Tribunal de Justiça do Pará o restabelecimento da prisão preventiva de Felipe Almeida Nunes

Publicado em 22 de junho de 2026 às 22:14

(O caso ocorreu na Rua João Balbi, no bairro de Nazaré, centro de Belém, e ganhou grande visibilidade após a divulgação de imagens que registraram parte das agressões.)
(O caso ocorreu na Rua João Balbi, no bairro de Nazaré, centro de Belém, e ganhou grande visibilidade após a divulgação de imagens que registraram parte das agressões.) Crédito: Reprodução

A decisão do juiz Mauricio Ferreira Ponte, que revogou a prisão preventiva do médico Felipe Almeida Nunes, acusado de arrastar a namorada por cerca de 250 metros com o carro após uma discussão, continua gerando forte repercussão e revolta em entidades de defesa dos direitos das mulheres.

O caso ocorreu na Rua João Balbi, no bairro de Nazaré, centro de Belém, e ganhou grande visibilidade após a divulgação de imagens que registraram parte das agressões.

Antes da revogação da prisão preventiva, a manutenção da custódia cautelar havia sido confirmada em julgamento colegiado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA). Posteriormente, a defesa também buscou a concessão de uma liminar junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o pedido foi indeferido, sob o entendimento de que não havia ilegalidade evidente na prisão.

Diante da decisão que colocou o acusado em liberdade, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) apresentou recurso para tentar reverter a medida.

Desdobramento

Uma semana após a soltura, fotos de Felipe Nunes usando o aplicativo de relacionamentos Tinder circularam nas redes sociais, aumentando ainda mais a indignação pública.

Recurso do Ministério Público

Irresignado com a decisão, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) interpôs Recurso em Sentido Estrito contra a soltura do médico. O recurso foi protocolado pelo Grupo de Atuação Especial do Júri (GAEJÚRI), com atuação da promotora de Justiça Vyllya Costa Barra Sereni, em auxílio à 1ª Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Belém, titularizada pela promotora Darlene Rodrigues Moreira.

No recurso, o MPPA busca restabelecer a prisão preventiva do médico, alegando a gravidade dos fatos, o risco à integridade da vítima e à ordem pública.

Entenda o caso

De acordo com as investigações, após uma discussão, Felipe teria colocado a namorada para fora do carro e, em seguida, arrastado a jovem amarrada pelo veículo por longa distância. As imagens do ocorrido chocaram a opinião pública paraense.

O Ministério Público defende que a manutenção da prisão cautelar é necessária para garantir a segurança da vítima e a regular tramitação do processo.