Publicado em 9 de agosto de 2026 às 13:34
Uma nova tentativa de invasão ao Solar Barão de Guajará, sede do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP), terminou com a prisão de um suspeito na madrugada deste domingo (9), em Belém. A ação contou com a participação de policiais militares do Gabinete Militar da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), que conseguiram impedir novos danos ao prédio e ao acervo histórico.>
De acordo com as informações divulgadas pelo Uruá-Tapera, o alarme foi acionado por volta das 5h, após os sensores instalados no imóvel detectarem a presença de uma pessoa. Os militares cercaram o prédio e, com autorização da direção do IHGP, entraram no local para realizar a captura.>
Durante a vistoria, foi constatado que uma janela do piso superior havia sido arrombada. O suspeito, no entanto, conseguiu se esconder no forro do Solar, em uma área de difícil acesso. Diante da dificuldade para retirá-lo do local, o Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para auxiliar no resgate.>
Após ser retirado do imóvel, o homem foi encaminhado à Seccional Urbana de São Brás, onde passou pelos procedimentos necessários, incluindo exame de corpo de delito, antes de ser recolhido à carceragem da unidade policial.>
Patrimônio histórico em alerta>
A nova ocorrência aumenta a preocupação com a segurança do Solar Barão de Guajará, prédio que abriga um importante acervo histórico, artístico, arquitetônico e cultural do Pará. Segundo o IHGP, medidas de segurança adotadas recentemente, incluindo a instalação de sensores e a contratação de uma empresa especializada, foram fundamentais para evitar que a invasão provocasse prejuízos maiores.>
A presidente de honra do instituto, Anaíza Vergolino, reforçou a necessidade de uma atuação urgente do poder público para garantir a proteção permanente da sede. Ela também lembrou que o imóvel vizinho, o antigo Bechara Mattar, já foi apontado como uma área utilizada em episódios anteriores relacionados a invasões ao Solar.>
A ocorrência mobilizou, além da Casa Militar da Alepa, representantes da Polícia Civil e equipes do Corpo de Bombeiros. Para a direção do IHGP, a atuação conjunta foi decisiva para evitar novos danos ao patrimônio histórico do estado.>
Texto por Pedro Moraes, com a supervisão de Danielle Zuquim.>