Publicado em 2 de outubro de 2026 às 14:32
O novo secretário municipal de Segurança de Ananindeua, Ronald Figueiredo Bittencourt, assumiu o cargo em outubro de 2026 com registros de episódios policiais e judiciais no histórico. Ele foi preso em 2012 durante uma investigação sobre uma suposta fraude no concurso da Guarda Municipal de Belém e também já foi alvo de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha.>
Ronald foi nomeado pelo prefeito Hugo Atayde após a saída de Daniel Santos da Prefeitura de Ananindeua. Antes de assumir a secretaria, ele atuou por anos na estrutura da Guarda Municipal e ocupou funções de comando na área de segurança do município. >
Prisão ocorreu durante investigação de fraude>
Em abril de 2012, quando ainda era guarda municipal, Ronald foi preso em uma operação que investigava uma tentativa de fraude no concurso da Guarda Municipal de Belém.>
Segundo informações divulgadas na época, a investigação apontava a participação de integrantes das forças de segurança em um esquema para obter o gabarito da prova e beneficiar candidatos. A operação terminou com nove pessoas presas. >
Secretário também responde a ação penal>
Ronald também é réu em uma ação que tramita na 2ª Vara Criminal de Ananindeua. Segundo os autos, o Ministério Público apresentou denúncia por crimes relacionados a injúria racial ou religiosa, perturbação ou ultraje a culto religioso e uma infração ambiental.>
A Justiça recebeu a denúncia em julho de 2025, dando continuidade ao processo. O recebimento da denúncia, no entanto, não representa condenação, mas o prosseguimento da ação para apuração dos fatos.>
Medida protetiva>
Outro processo envolve medidas protetivas de urgência concedidas em favor de uma ex-companheira de Ronald, que também trabalhava na estrutura da segurança municipal.>
Segundo o processo, ela relatou à Justiça situações de violência psicológica, perseguição e constrangimentos relacionados ao ambiente de trabalho. A decisão determinou que Ronald mantivesse distância mínima de 500 metros e não tivesse contato com a mulher.>
A defesa recorreu da decisão ao Tribunal de Justiça do Pará, alegando, entre outros pontos, que a restrição poderia interferir nas atividades profissionais do secretário. O recurso não foi acolhido, e as medidas foram mantidas. >
Irmão também é réu em processo>
O irmão do secretário, Ronaldo Figueiredo Bitencourt, também responde a uma ação penal em Moju. O processo envolve acusações de porte ilegal de arma de fogo, ameaça, esbulho possessório e constituição de milícia privada.>
O caso teve origem em uma operação realizada em maio de 2026, durante o cumprimento de uma ordem de reintegração de posse em uma propriedade rural. Na ocasião, cinco homens foram presos e policiais apreenderam quatro revólveres, cinco coletes balísticos e dois veículos.>
As acusações contra Ronaldo ainda são objeto de processo judicial e não significam condenação. >