Operação destrói maquinário e desarticula estrutura de garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará

Ação conjunta da Polícia Federal, Funai e Ibama inutilizou 32 escavadeiras, apreendeu ouro, armas e equipamentos usados na exploração ilegal, além de resgatar aves mantidas em cativeiro.

Publicado em 19 de junho de 2026 às 14:57

Operação destrói maquinário e desarticula estrutura de garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará
Operação destrói maquinário e desarticula estrutura de garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará Crédito: Divulgação/Polícia Civil

Uma operação conjunta da Polícia Federal, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) combateu o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, no sul do Pará. A Operação Xapiri Mebêngôkré foi realizada nos dias 17 e 18 de junho e teve como objetivo desarticular a estrutura utilizada para a exploração clandestina de minérios na região.

A ação ocorreu em áreas localizadas nos municípios de São Félix do Xingu, Ourilândia do Norte, Cumaru do Norte e Bannach, onde as equipes identificaram e inutilizaram diversos equipamentos empregados diretamente na atividade criminosa.

Ao todo, foram inutilizadas 32 escavadeiras hidráulicas, 23 motores, dois caminhões, duas carretas, dois tratores, cinco geradores, quatro motosserras, oito motocicletas, três caminhonetes, nove acampamentos utilizados como base de apoio e duas oficinas. Os agentes também inutilizaram cerca de 10,2 mil litros de combustível que abasteciam as frentes de garimpo.

Durante a operação, as equipes apreenderam ainda 23 gramas de ouro, uma antena de internet via satélite, duas armas de fogo e munições. Além disso, duas aves que eram mantidas irregularmente pelos responsáveis pela atividade ilegal foram resgatadas pelos agentes ambientais.

Segundo a Polícia Federal, a operação teve como foco interromper as atividades de extração mineral clandestina, responsáveis por causar danos ambientais e violar os direitos dos povos indígenas que vivem na Terra Indígena Kayapó. A atuação integrada entre os órgãos também busca enfraquecer a logística utilizada pelos garimpeiros para manter a exploração ilegal na região.