Os aprendizados da MRN em 47 anos de operação no maior e mais complexo bioma do país

Para a Mineração Rio do Norte, seus maiores aprendizados vieram das pessoas, comunidades e dos desafios de conciliar desenvolvimento e conservação ambiental

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 10:58

Mineração Rio do Norte (MRN).
Mineração Rio do Norte (MRN). Crédito: Divulgação

O que 47 anos de atuação na Amazônia podem ensinar a uma empresa? Para a Mineração Rio do Norte (MRN) a resposta passa menos pelos números e mais pelas pessoas. Desde o primeiro embarque de bauxita, em 13 de agosto de 1979, já se passaram quase cinco décadas de operação no Oeste do Pará, acompanhando transformações econômicas, sociais e ambientais que moldaram tanto a região quanto a própria forma de fazer mineração. Nesse tempo, cidades cresceram, novas gerações chegaram ao mercado de trabalho, comunidades participaram das decisões sobre o território e o desenvolvimento sustentável ganhou espaço dentro e fora da Amazônia.

Depois de consolidar uma das principais operações minerais do país, a MRN afirma que seus maiores aprendizados vieram da convivência com a Amazônia e com as pessoas que vivem na região. Hoje, a companhia responde por 36% da produção nacional de bauxita, mantém 7,5 mil empregos diretos e indiretos e está entre os principais agentes econômicos do Oeste do Pará. Mas, para a empresa, os números contam apenas parte da história.

"Quanto mais tempo atuamos na Amazônia, mais entendemos que ela não oferece respostas simples. Ao contrário, nos desafia constantemente a aprender, evoluir e construir relações e soluções que conciliam qualidade de vida, desenvolvimento, conservação ambiental e geração de oportunidades para as pessoas", afirma Guido Germani, diretor-presidente da MRN.

Uma história construída por muitas mãos

Poucas pessoas acompanharam tão de perto a transformação da região quanto quem ajudou a construir a trajetória da MRN ao longo das últimas décadas. Entre eles está Aureclevea Coelho Ferreira, que ingressou na empresa, há exatos 30 anos, como uma das poucas mulheres na operação. Segundo ela, na época não havia uniforme feminino, a botina disponível era maior que o seu número e não existiam banheiros para mulheres nas áreas operacionais.

Aureclevea Coelho Ferreira.
Aureclevea Coelho Ferreira. Crédito: Divulgação

Quase 30 anos depois, ela se tornou a primeira mulher a assumir a Gerência Técnica da Planta de Beneficiamento e acompanhou de perto a transformação da MRN. "Precisei conquistar meu espaço em um ambiente predominantemente masculino. Foi desafiador, mas essa trajetória me trouxe ainda mais determinação e mostrou que competência, dedicação e coragem abrem caminhos. Tenho orgulho de ter crescido junto com a MRN e de ter contribuído para uma empresa mais segura, diversa e preparada para o futuro", afirma.

Comunidades que ajudaram a moldar a trajetória

A história da MRN também é construída a partir da escuta ativa e do diálogo participativo com comunidades ribeirinhas e quilombolas da região, que têm se tornado cada vez mais protagonistas na definição de soluções para os desafios do desenvolvimento sustentável. Esse diálogo permite o

aprimoramento contínuo de mais de iniciativas socioambientais e de responsabilidade social mantidas pela companhia.

"Uma das maiores lições desses 47 anos foi entender que desenvolvimento se constrói com confiança. Ouvir as comunidades, respeitar diferentes visões e construir caminhos fortalece os projetos e as relações que sustentam o futuro do território", afirma Vladimir Moreira, diretor de Sustentabilidade e Jurídico da MRN.

Parcerias que impulsionam o desenvolvimento

Fornecedores, instituições de ensino, organizações sociais e gestores públicos também fazem parte dessa trajetória. Ao longo de 47 anos, a MRN acompanhou o crescimento de empresas locais, apoiou iniciativas de qualificação e construiu parcerias para fortalecer o território. Hoje, a empresa mantém 290 contratos ativos com fornecedores da região, sendo 85% das empresas oriundas de Santarém, Óbidos, Terra Santa e Oriximiná, além de três cooperativas comunitárias que empregam mais de 500 pessoas.

É o caso da Cooperativa dos Moradores da Comunidade Boa Vista e Trombetas (Cooperboa). Criada em 1996 para atender às demandas da própria comunidade, a organização ampliou sua atuação e hoje reúne 350 cooperados. "A cooperativa cresceu junto com as oportunidades que surgiram na região. Hoje, temos diferentes frentes de trabalho e levamos emprego para moradores de comunidades mais distantes. Em algumas necessidades de mobilização, a MRN viabiliza o transporte fluvial e nós realizamos as contratações. É uma parceria que tem dado muito certo, uma verdadeira porta de oportunidades", afirma a presidente da Cooperboa, Deni Mara.

Na visão da MRN, desenvolvimento sustentável significa criar oportunidades capazes de permanecer no território e gerar impactos que ultrapassem o ciclo da mineração. É essa lógica que orienta iniciativas como a Rede Sapucuá de Sementes Amazônicas, os Sistemas Agroflorestais, os programas de apoio à agricultura familiar, o projeto Maria Pixi, a Meliponicultura e as ações de Educação Ambiental e Patrimonial, voltadas ao fortalecimento da bioeconomia, da produção rural e das comunidades.

O próximo capítulo dessa história

Se os últimos 47 anos ajudaram a MRN a consolidar sua operação em bases sustentáveis, os próximos anos serão marcados por um novo ciclo de investimentos. Com o Projeto Novas Minas (PNM), a expectativa é garantir a continuidade das operações por mais 15 anos, manter 7,5 mil empregos, gerar 2,3 mil novas vagas durante a implantação e viabilizar investimentos estimados em R$ 5 bilhões nos próximos cinco anos. "O Novas Minas representa mais do que a continuidade da operação. Ele representa a continuidade de uma história construída ao lado das pessoas, das comunidades e dos parceiros que ajudaram a transformar esta região ao longo de quase cinco décadas", afirma Leonardo Paiva, diretor de Implantação da MRN.

Para a MRN, o maior legado está nas histórias construídas ao longo da trajetória: trabalhadores que fizeram carreira na operação, fornecedores que cresceram junto com a atividade econômica da região, jovens que tiveram acesso à qualificação profissional e comunidades que passaram a participar de forma mais ativa do desenvolvimento do território. "Depois de 47 anos, seguimos com a mesma convicção: o futuro da MRN está conectado ao futuro das comunidades, dos trabalhadores

e dos territórios. Há quase cinco décadas a Amazônia continua mudando e a MRN continua aprendendo", conclui Guido Germani.

MRN em números:

- 47 anos de atuação na Amazônia

- Estratégica para o Brasil, com 36% da produção nacional de bauxita

- 7,5 mil empregos diretos e indiretos

- +85% dos empregados são paraenses

- +8 mil hectares de florestas recuperados

- +15 milhões de mudas plantadas

- R$ 5 bilhões em investimentos previstos no Projeto Novas Minas para os próximos 5 anos