Queimadas deixam animais mortos e destroem vegetação no oeste do Pará

Imagens dos bombeiros mostram os estragos em Santarém e Belterra.

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 14:21

Além de ameaçar animais e destruir a floresta, as queimadas podem configurar crime ambiental.
Além de ameaçar animais e destruir a floresta, as queimadas podem configurar crime ambiental. Crédito: Divulgação

Animais mortos e áreas de mata consumidas pelo fogo revelam a dimensão dos danos causados pelas queimadas no oeste do Pará. Imagens divulgadas pelo 4º Grupamento de Bombeiros Militar (4º GBM) mostram os efeitos dos incêndios na região do assentamento Chapadão, em Santarém, e também em Belterra.

Além de ameaçar a vida de animais silvestres, o fogo destrói abrigos, ninhos e fontes de alimento, comprometendo a sobrevivência de diversas espécies. A vegetação também é afetada pela perda de sementes e pela morte de plantas jovens, enquanto o solo pode perder nutrientes, dificultando o crescimento de novas plantas e a recuperação da floresta.

Animais mortos em decorrência das queimadas na região
Animais mortos em decorrência das queimadas na região Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros

O cenário preocupa em meio aos registros de focos de calor no estado. Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontaram 571 focos de calor no Pará entre os dias 19 e 20 de outubro de 2026. As detecções são feitas por satélite e não representam necessariamente 571 incêndios diferentes, já que um mesmo fogo pode ser identificado mais de uma vez.

O 4º GBM reforça que o uso do fogo para limpar terrenos pode sair do controle e provocar danos ambientais graves. A orientação é não atear fogo em áreas de vegetação e denunciar focos de incêndio às autoridades. Além de ameaçar animais e destruir a floresta, as queimadas podem configurar crime ambiental.

Animais mortos em decorrência das queimadas na região
Animais mortos em decorrência das queimadas na região Crédito: Divulgação/Corpo de Bombeiros