Publicado em 23 de junho de 2026 às 13:08
O setor de cirurgia do Hospital Pronto-Socorro Municipal (HPSM) do Guamá, em Belém, segue funcionando de forma reduzida pelo segundo dia consecutivo após denúncias de atrasos no pagamento de salários e contratos com empresas terceirizadas. A paralisação afeta diretamente a realização de procedimentos e expõe uma crise que já começa a atingir outras unidades da rede municipal de saúde.
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Desde a última segunda-feira (22), o centro cirúrgico da unidade passou a atender apenas casos classificados como urgência e emergência, como pacientes com risco imediato de morte, ferimentos graves com sangramento intenso, vítimas de arma branca ou de arma de fogo e suspeitas de infecção grave. Procedimentos considerados eletivos ou de menor complexidade foram suspensos temporariamente.>
Entre os atendimentos interrompidos estão pequenas cirurgias, drenagem de abscessos, casos de mordidas de animais e outras intervenções que não exigem resposta imediata. A restrição, segundo relatos de profissionais, é consequência direta da instabilidade no pagamento de equipes terceirizadas que atuam no setor.>
A situação não se limita ao Guamá. Em outras unidades da capital, como o Hospital Mário Pinotti, anestesistas já vinham adotando paralisações parciais desde o início de junho, o que acabou impactando a realização de cirurgias eletivas em diferentes hospitais da rede municipal.>
De acordo com a denunciante, as autoridades responsáveis informaram que estão resolvendo a situação, mas ela afirma que não houve nenhuma resposta ou solução sobre o caso: “Na ata disponibilizada no último dia 16 de junho, não tocaram na pauta relacionada a neurocirurgia”, a denunciante afirma que houve um descumprimento por parte da prefeitura em relação às exigências estabelecidas.>
De acordo com informações repassadas por denunciantes, apenas os atendimentos de maior gravidade seguem sendo realizados normalmente, enquanto pacientes com cirurgias agendadas devem procurar suas unidades de referência ou a central de regulação para verificar a manutenção ou remarcação dos procedimentos.>
O Roma News solicitou posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), mas até o momento, não obtivemos resposta.>